No Datafolha , a soma das avaliações ótimo e bom subiu de 32% para 39% de julho para cá. No Ibope, foi de 31% para 40%

Brasil Econômico

A primeira colocação da presidenta Dilma Rousseff (PT) na eleição de ontem foi alavancada pelo crescimento da aprovação ao seu governo nos últimos três meses. Assessores das campanhas oposicionistas mostraram preocupação com essa reação. Segundo o Datafolha, de julho pra cá, a soma das avaliações ótimo e bom subiu de 32% para 39%. No Ibope, o aumento foi ainda maior no período: de 31% para 40%. A rejeição eleitoral de Dilma também caiu no período, segundo os dois institutos. Os oposicionistas consideram normal que a campanha melhore a imagem de um governante em busca da manutenção no cargo, ainda mais no caso de Dilma, com um grande tempo de TV. Admitem ainda que o adversário da petista terá de conseguir reduzir as taxas de aprovação para conseguir superá-la ou reverter a tendência de subida.

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No lado petista, a preocupação ontem pela manhã ainda era com o candidato a ser enfrentado no segundo turno. A maioria dos petistas já dava como certa a disputa com Aécio Neves. O tucano era visto como um adversário melhor por ter, na visão de integrantes do partido, um “queixo de vidro” e, assim, não poderia atacar o PT pelo viés da ética. Seria fácil também contra-atacar o senador do PSDB, por causa da política econômica proposta por seu partido, que poderia causar desemprego, avaliavam. Outra questão apontada era que os votos de Aécio iriam facilmente para Marina, caso a ex-ministra fosse a candidata no segundo turno, enquanto os votos dela não migrariam facilmente para o tucano. O ex-presidente Lula, ao votar em São Bernardo do Campo, garantiu não ter preferência. “É como o Corinthians escolher adversário na final. Não tem como”, disse Lula. Sobre a queda de Marina, Lula avaliou: “Você não inventa candidatura de última hora. Quando começa o jogo para valer, você tem que ter time para colocar em campo”.

Veja fotos de Dilma Rousseff em campanha: 


“Companheirada”

Embora Lula não revele o seu voto para deputado, um dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC disse que ele sempre vota nos candidatos apoiados pela entidade. Seriam, dessa vez, o ex-presidente do sindicato Vicentinho, candidato à reeleição na Câmara, e o diretor Barba, para estadual, ambos do PT.

Amuleto para dar sorte

Em café da manhã com petistas ontem, num hotel de São Paulo, a diretora do Instituto Lula e ex-deputada Clara Ant vestia uma camiseta da primeira campanha presidencial de Lula, em 1989. A peça, já esgarçada, trazia uma estrela sorrindo e a frase: “Sem medo de ser feliz”.

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Dobradinha

Apoiadores do candidato a governador no Rio Lindberg Farias (PT) torceram muito ontem pela ida de Marcelo Crivella (PRB) ao segundo turno para enfrentar Pezão (PMDB). Fora da disputa, o petista prefere apoiar Crivella. Mas essa decisão depende de uma negociação. A direção do PT pretende apoiar Pezão.

“Caixa de ódio” para petistas

Eleitor declarado de Marina Silva (PSB), o cantor Arrigo Barnabé apresentou seu “Caixa de Ódio” na véspera da eleição para dois petistas de destaque. O assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia e o prefeito paulistano Fernando Haddad marcaram presença na Casa de Francisca, em São Paulo. Mas o nome do show não tem nada a ver com política, apesar do clima quente da disputa eleitoral. É uma homenagem a Lupicínio Rodrigues, cujo centenário foi comemorado no mês passado.

Garotas com algo em comum com candidata

Nos últimos dias de campanha no primeiro turno, a presidenciável Marina Silva (PSB) assistiu a um grupo de balé em Paraisópolis, segunda maior comunidade popular da capital paulista. Ficou emocionada, mas não só com apresentação: disse que finalmente estava cercada por garotas com coque nos cabelos, mesmo penteado da candidata.

“Voto obrigatório já é dose. Identificação digital é suplício. Tem de mudar essa ideia de jerico”

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), senador e vice de Aécio, sobre voto com identificação biométrica, implantado em cidades do interior paulista

*Com Leonardo Fuhrmann

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