Inspirada na heroína, Gizeli Silva Figueiredo teve apenas 81 votos como candidata a deputada distrital. Veja mais na galeria

A cada eleição surgem nomes diferentes, candidatos que apelam para heróis e o que mais for possível imaginar para conseguir votos. Nem os superpoderes, entretanto, ajudaram alguns concorrentes no domingo (5). 

Durante a campanha deste ano, o iG recebeu alguns desses candidatos no programa de entrevistas Politicando com Wanderlei. O primeiro entrevistado foi quem teve melhor desempenho nas urnas. Bin Laden tentava uma vaga como deputado federal pelo PEN e alcançou 2.195 votos, segundo números do TSE. 

Os outros convidados não chegaram à casa dos mil votos. Toninho do Diabo, concorrente a deputado federal pelo Solidariedade e que defendia "a coisa está feia, a coisa está preta. O negócio é votar no capeta", teve 919 votos. Já Mick Jagger do Brasil acabou com 562 votos. Na lanterninha entre os participantes ficaram Vovó Equilibrista, com 257 votos, e o Homem da Moto, com 209 votos. 

Veja na galeria mais candidatos bizarros dessas eleições:


O Politicando recebeu candidatos de São Paulo, mas concorrentes de outros estados também merecem ser citados. Gizeli Silva Figueiredo, por exemplo, tentava uma vaga como deputada distrital pelo PHS no Distrito Federal e foi a última na lista levantada do iG . Ela conseguiu apenas 88 votos. 

O Super Homem, como se apresentava Jhow MacLaren, também não se deu bem. Foram 244 votos como deputado estadual pelo PRB de Alagoas. Clark Crente conseguiu mais votos, mas também não se elegeu. Sob a identidade secreta do homem de aço, Ewerson Alves da Silva conquistou 2.214 votos como deputado estadual pelo PSC no Paraná. Outro herói, o Batman Capixaba, que durante a campanha no horário eleitoral dizia que  "acabaria com os coringas todos de uma vez", também fracassou nas urnas. Ele ficou com 697 votos a deputado estadual no Espírito Santo. 

A votação mais expressiva foi a de Paulo Batista. Ele apareceu nas urnas com seu nome e, para tentar vaga a deputado estadual pelo PRP/SP, mostrou superpoderes em suas propagandas, como o raio privatizador. Conseguiu 16.853 votos, mas não foi eleito. 

Imitadores também estão na lista de fracassos. Neymar Cover, que concorria a deputado estadual pelo PV em São Paulo, conseguiu 551 votos. Gretchen Cover, candidata a deputada estadual, foi pior: 154 votos. Ronaldinho Cover teve desempenho melhor como candidato a deputado federal em Minas Gerais. Levou 4.094 votos, mas não entrou para a seleção dos eleitos.

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