Morte de Campos, chegada de Marina, polêmicas com a agenda LGBT e a presença das redes sociais estão na lista. Confira

A corrida eleitoral deste ano teve marcas únicas. Como a tragédia envolvendo a morte do presidenciável Eduardo Campos, que gerou comoção nacional e alterou drasticamente o cenário das pesquisas. Houve também o fator web, com a presença dos candidatos nas redes sociais e em selfies. Houve ataques. E denúncias. E até humor. O iG  lista abaixo, em ordem cronológica de acontecimentos, os pontos de maior destaque da campanha.

1- PT x PSDB: a briga pelo poder

No início da corrida presidencial, o cenário era dominado pela antiga briga entre PT e PSDB. A presidente Dilma Rousseff , segundo o Ibope, venceria no primeiro turno das eleições com 43% das intenções de voto contra 15% de Aécio Neves (PSDB). Eduardo Campos (PSB) registrava 7%.

2- Aécio Neves e o Aeroporto de Cláudio
No dia 20 de julho, a campanha do tucano sofreu com a denúncia de ter beneficiado familiares com a construção do Aeroporto de Cláudio , no interior de Minas, dentro da fazenda do seu tio-avô. Construído durante sua gestão, o governo mineiro gastou quase R$ 14 milhões na obra. "Investimentos foram feitos dentro da lei", afirmou Aécio.

3- Santander contra a reeleição de Dilma Rousseff
O Santander protagonizou a primeira gafe da eleição quando enviou aos clientes "vips" um texto dizendo que vitória de Dilma "deve piorar a economia brasileira". O banco chegou a anunciar a demissão dos envolvidos . A liderança da petista incentivou “ataques especulativos” do mercado financeiro e a bolsa de valores oscilou com pesquisas eleitorais.

Veja imagens dos candidatos à Presidência durante a campanha:

4- Selfies viram o novo aperto de mão dos políticos
Depois dos candidatos, os autorretratos ganharam o posto do segundo ator mais importante das eleições. Nos compromissos de agenda pública, políticos investiram pesado nas selfies para conquistar popularidade e "curtidas" na internet .

5- Morre Eduardo Campos
A queda do jato particular PF-AFA na cidade de Santos (SP) matou o presidenciável Campos, três assessores e dois pilotos . A trágica morte paralisou a campanha eleitoral e Dilma declarou luto nacional de três dias. Partido PSB teve dez dias para anunciar um substituto

6- Marina Silva candidata à Presidência
As primeiras especulações sobre a Marina Silva assumir a chapa surgiram um dia depois do acidente. E o clima de comoção impulsionou a campanha e a colocou como responsável por romper a polarização PT/PSDB do poder. A frase de Campos ‘Não vamos desistir do Brasil’ virou tema e jingle de sua campanha , como revelou o iG .

7- A 1ª pesquisa Datafolha após a morte de Campos
A primeira ameaça à reeleição petista. Fruto da comoção e com a imagem de Campos viva, Marina chegou a 21% das intenções de voto , empatando com Aécio, e com chances de vencer Dilma no 2º turno, com 47% preferência contra 43% da presidente. 

8- Tiririca reafirma o humor no horário eleitoral
O deputado mais votado da história voltou a ganhar os holofotes em busca da reeleição. Com sátiras de Roberto Carlos, Pelé e Star Wars , o humorista foi destaque no horário eleitoral gratuito e reafirmou o humor como uma estratégia política. E colecionou processos judiciais.

9- Coordenador de campanha abandona Marina
Em diversas ocasiões, Marina não abandonou a imagem de sua agremiação, a Rede, e isso gerou uma instável relação com o PSB. O abandono de seu então coordenador de campanha Carlos Siqueira evidenciou a turbulência. Ele deixou o cargo e acusou Marina de desrespeitar a legenda que a acolheu. Luiza Erundina foi nomeada para o cargo .

10- Denúncias sobre o avião de Campos
Os mistérios do acidente de Campos rondaram a corrida presidencial. A possível compra da aeronave por empresas fantasmas também virou arma dos adversários contra Marina, que negou conhecimento de qualquer "ilegalidade" envolvendo os proprietários do Cessna.

11- Primeiro debate inaugura a campanha dos memes
O primeiro encontro dos presidenciáveis virou piada na internet. Inexpressivos nas pesquisas, Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) dominaram as redes sociais . A primeira ficou "chateada" por não ser questionada por nenhum rival e Jorge ganhou destaque pelos seus gestos e falas rápidas, inspirando diversos memes.

12- Marina volta atrás na questão do casamento gay
Um dia após Marina divulgar seu programa de governo em que defende que casamento gay vire lei na Constituição , o partido decidiu substituir trecho do capítulo sobre os direitos LGBT. A mudança foi classificada pelo partido como "erro processual na editoração" e virou munição aos rivais na disputa.

13- Pauta gay na disputa presidencial
Logo após a crise na campanha de Marina, Dilma e Aécio anunciaram a criminalização da homofobia e criticaram a postura da rival. Foi a primeira vez que os direitos LGBT viraram pauta em uma eleição. Defensores da causa gay reconhecem avanço com o novo debate em sociedade.      

14- Pontos fracos de Marina viram alvo de Dilma
Em posição de ataque, Dilma colocou Marina no foco do encontro entre presidenciáveis no SBT . A então favorita foi citada como inexperiente e inconstante , relembrando a crise com a causa LGBT. Os ataques refletiram nas intenções de voto e a ex-senadora registrou a primeira queda.

15- Denúncia do ex-diretor da Petrobras
A um mês do primeiro turno, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobas, Paulo Roberto Costa, divulgou lista com dezenas de parlamentares e governador que teriam recebido propina de contratos da estatal . Aécio Neves chamou o caso de "novo mensalão" , mas não teve impacto nas pesquisas .

16- Artistas dão as caras nas eleições
Antes com participação tímida, artistas participaram de eventos e oficializaram apoio aos três presidenciáveis . Cantores da MPB, escritores, atores e intelectuais se dividiram entre Dilma, Aécio e Marina. 

17- Neca Setubal fica no centro das eleições e vira alvo do PT
Herdeira do Banco Itaú, Neca Setúbal é braço direito de Marina . A relação com os banqueiros também virou arma nas mãos do PT, que hoje relaciona Neca à decisão da ex-senadora de apoiar a independência do Banco Central. Rivais e analistas acusaram Marina de estar a serviço dos interesses dos bancos.

18- Marina ataca Lula: 'Debate com Dilma e Aécio, não com auxiliares'
Com o fim da polarização PT e PSDB, Marina conquista a oposição ao governo Dilma, duas ex-ministras de Lula. Questionada sobre nova crítica de Lula, que disse que a neosocialista pode perder por suposta instabilidade, Marina provocou e disse que não debate com os "auxiliares" de Dilma e Aécio .

19- Marina sugere que Dilma é “fortinha” e leva troco na web
A guerra pela Presidência entre Dilma e Marina ganhou tom pessoal no dia 22 de setembro. Num discurso sobre desigualdade no embate político, Marina alfinetou a presidente a comparando com uma mangangá, um zangão "fortinho", e se colocou como o carapanã, um frágil mosquito. Clique aqui e veja a resposta do PT

20- Levy Fidelix contra os gays em debate
O candidato do PRTB à Presidência, Levy Fidelix, disparou um discurso homofóbico no debate entre presidenciáveis da Record. Questionado sobre união homoafetiva por Luciana Genro, ele disse ser contra e que "aparelho excretor não reproduz". A fala gerou ódio nas redes sociais e ganhou repercussão na imprensa internacional.

21- Aécio desbanca Marina, dizem pesquisas
Com Marina minada por ataques petistas, em maioria, e tucanos, Aécio Neves viu seu nome crescer nas últimas pesquisas de intenção de voto. No dia anterior ao primeiro turno, o concorrente do PSDB ultrapassa Marina pela primeira vez desde a oficialização da candidatura da ex-ministra de Lula.

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