Principais presidenciáveis votam sob indefinição do rival de Dilma no 2º turno

Por Reuters | - Atualizada às

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Questionada sobre quem prefere enfrentar depois de votar no Rio Grande do Sul, a então presidente e candidata à reeleição respondeu: "Quem tem que preferir é o povo"

Reuters

Os três principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB), votaram na manhã deste domingo (5) em uma eleição marcada pela indefinição do adversário da atual presidente em um eventual segundo turno, depois que as últimas pesquisas mostraram o tucano e a ex-senadora em empate técnico em segundo lugar, com Dilma em primeiro.

Dilma Rousseff, presidente e candidata à reeleição pelo PT, vota na manhã deste domingo em Porto Alegre. Ela foi a primeira presidenciável a votar (5/10). Foto: Felipe Dana/APV da vitória de Dilma Rousseff na urna em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma exibe comprovante de votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersTarso Genro, candidato do governo do Rio Grande do Sul pelo PT, acompanhou Dilma Rousseff na votação (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersDilma, na companhia do neto Gabriel, pega voo para Brasília depois de votar em Porto Alegre (5/10). Foto: Paulo Whitaker/ReutersAécio Neves, presidenciável pelo PSDB, acompanha Antonio Anastasia e Pimenta da Veiga, candidatos ao senado e ao governo de Minas o mesmo partido (5/10). Foto: Leo Lara/Coligação Todos por MinasAécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, vota ao lado da mulher Letícia em Belo Horizonte (5/10). Foto: Washington Alves/ReutersAécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, em votação em Belo Horizonte (5/10). Foto: Agência BrasilDepois de votar, Aécio Neves posa para fotos no Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte (5/10). Foto: Alberto Wu/Futura PressMarina Silva posta foto em sua página no Facebook a caminho da votação em Rio Branco, no Acre (5/10). Foto: Facebook/Marina SilvaMarina Silva, candidata à Presidência pelo PSB, posa para fotos depois de votar em Rio Branco, no Acre (5/10). Foto: Sergio Moraes/ReutersMarina Silva dá beijo no pai, Pedro Augusto Silva, em seu colégio eleitoral em Rio Branco (5/10). Foto: Sergio Moraes/ReutersMarina Silva está acompanhada pelo pai e pelo marido Fabio Vaz na votação (5/10). Foto: Sergio Moraes/ReutersMarina Silva e seu já tradicional coraçãozinho depois de votação na sede do Incra, em Rio Branco, no Acre (5/10). Foto: Andre Penner/APNo dia da eleição, presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff toma café da manhã com políticos em Porto Alegre (5/10). Foto: Fernando Teixeira/Futura PressEduardo Jorge vai de bicicleta até o seu colégio eleitoral. Ele concorre à Presidência pelo PV (5/10). Foto: Reprodução/TwitterLuciana Genro, candidata à Presidência pelo PSOL, vota na Escola Estadual Apeles, no bairro Santana, em Porto Alegre (5/10). Foto: Jovanir Medeiros/Futura PressLula chega ao seu colégio eleitoral para votação em São Bernardo do Campo, na Grande ABC, ao lado de Padilha, petista candidato ao governo do estado (5/10). Foto: Ana Flavia Oliveira/iGEx-presidente Lula faz sinal de positivo depois de votar em São Bernardo do Campo (5/10). Foto: Nelson Antoine/APFernando Pimentel, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PT, faz tradicional V da vitória depois de votar nesta manhã (5/10). Foto: Facebook/Fernando PimentelPaulo Câmara, candidato do governo de Pernambuco pelo PSB, vota na companhia de família de Eduardo Campos (João, filho de Campos é visto ao fundo) (5/10). Foto: Agência BrasilAcompanhado pela mulher, familiares e partidários, Geraldo Alckmin chega para votar no colégio Santo Américo, em São Paulo (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGJosé Serra, candidato do Senado pelo PSDB, vota em São Paulo (5/10). Foto: Carolina Garcia / iG Serra, candidato do senado pelo PSDB em São Paulo, com a neta Gabriela em seu local de votação (5/10). Foto: Carolina Garcia / iG Serra recebe o carinho de eleitora depois de votar na manhã deste domingo (5/10). Foto: Carolina Garcia / iG Alckmin e Serra posam para fotos depois de votação em São Paulo (5/10). Foto: Vanderlei Preite Sobrinho/iGFamília de Skaf reunida na votação do candidato do governo de São Paulo pelo PMDB (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGSkaf oferece pipoca para garoto que declarou apoio ao candidato do PMDB e arrancou risos ao dizer que votaria nele (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGAo lado da família, Skaf segue para a escola Britânica, no Jardim Paulistano, seu local de votação (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGSkaf, candidato ao governo de São Paulo pelo PMDB, também tem a companhia do neto no dia de votação (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGAlexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, vota no colégio Caetano de Campos, na praça Roosevelt, na capital paulista (5/10). Foto: Alex Falcão/Futura PressPadilha, que concorre ao governo de São Paulo pelo PT, faz pose para fotos depois da votação (5/10). Foto: Ana Flavia Oliveira/iGDepois de votar, Padilha faz uma pequena caminhada ao lado da esposa e de Suplicy, candidato ao Senado pelo PT (5/10). Foto: Ana Flavia Oliveira/iGPadilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, se reúne com cúpula do partido para café da manhã no Hotel Braston antes da votação (5/10). Foto: Bruno Winckler/iGLuiz Fernando Pezão, governador e candidato à reeleição pelo PMDB no Rio de Janeiro, vota no bairro de Ribeirão das Lajes, em Piraí, no Sul Fluminense (5/10). Foto: Lucas Figueiredo/Pezao 15Lindberg Farias, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PT, vota ao lado da família (5/10). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasGarotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PR, vota na cidade de Campos por volta das 10h (5/10). Foto: Inácio Teixeira/ CoperphotoMarcelo Crviella, que concorre ao governo do Rio de Janeiro pelo PRB, vota no Clube Marimbás, junto ao Forte de Copacabana (5/10). Foto: Murilo Rezende/Futura PressPrefeito do Rio de Janeiro conversa com mesário antes de votar na capital fluminense (5/10). Foto: Thiago Mattos/AgNewsEduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, faz pose depois de votar (5/10). Foto: Thiago Mattos/AgNewsRomário, candidato ao senado no Rio de Janeiro pelo PSB, vota no Colégio Joseph Bloch, em Parada de Lucas (5/10). Foto: Jadson Marques/Futura PressSuplicy, candidato ao senado em São Paulo, em sua seção eleitoral no Jardim Paulistano, na capital paulista (5/10). Foto: Bruno Winckler/iGKassab, candidato do Senado em São Paulo pelo PSD, vota na capital paulista (5/10). Foto: André Lucas Almeida/Futura PressPaulo Skaf, candidato ao governo de SP pelo PMDB, e Michel Temmer, vice presidente, acompanham Kassab, que concorre ao Senado, em seu local de votação (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGVice-presidente Michel Temmer vota em São Paulo (5/10). Foto: Vitor Sorano/iGCandidato do PMDB ao governo de Goiás,  Iris Rezende vota às 10h10 deste domingo no Colégio Marista, no Setor Marista, em Goiânia (5/10). Foto: Leandro Vieira/Coligação Amor Por GoiásGleisi  Hoffmann, candidata do governo do Paraná pelo PT, vota em Curitiba na manhã deste domingo (5/10). Foto: Wilson Pedrosa/Fotos PúblicasCesar Maia, candidato ao senado no Rio de Janeiro, em seu local de votação (5/10). Foto: Carlos Monteiro/Futura PressPaulo Souto, candidato a governador da Bahia pelo DEM, esquece documento na hora da votação. Ele buscou o documento e votou meia hora depois (5/10). Foto: Romildo de Jesus/iG Bahia

Dilma foi a primeira dos três a votar, em Porto Alegre, mostrando bom humor e chegando a fazer o sinal de vitória. A presidente e candidata à reeleição reconheceu que trabalha com a definição da disputa presidencial em dois turnos.

"A hipótese que eu tenho trabalhado desde o início da eleição é de dois turnos. O resto, só as urnas vão definir o que acontecerá", disse Dilma, que votou vestida de vermelho e acompanhada do candidato à reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).

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Questionada sobre qual candidato prefere enfrentar na segunda rodada de votação, Dilma afirmou que "quem tem que preferir é o povo". Depois de votar na capital gaúcha, Dilma seguiu para Brasília, onde vai acompanhar o desenrolar da eleição.

Aécio votou em Belo Horizonte, também sorridente, e vestido de camisa azul. O ex-governador de Minas Gerais demonstrou confiança e posou para fotos fazendo sinais de positivo e de vitória, e declarou nunca ter deixado de acreditar que estaria no segundo turno.

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"Eu nunca perdi a confiança, porque sempre compreendi que temos o melhor projeto para o Brasil, porque o sentimento de mudança que permeia a sociedade brasileira --e ele é amplo-- na verdade pressupõe não apenas a derrota do PT, que é essencial, mas a introdução de um projeto capaz de permitir o Brasil voltar a crescer", afirmou Aécio em entrevista coletiva.

Também pela manhã, Marina votou em Rio Branco, no Acre, ao lado de familiares. Vestida de amarelo, a candidata estava bastante sorridente, fazendo o sinal de vitória mesmo antes de votar. Ela chegou à sala por volta de 10h35 no horário de Brasília, 8h35 no Acre, portanto, logo após abertura das urnas no Estado.

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A ex-ministra do Meio Ambiente usou o cadastramento biométrico. A primeira tentativa não funcionou, mas na segunda, com o dedo indicador, não teve problemas.

Marina, terceira colocada na disputa presidencial de 2010, demonstrou confiança que dessa vez estará no segundo turno. "Estou confiante de que estaremos no segundo turno, se Deus quiser, e o povo brasileiro", disse ela em entrevista coletiva.

Questionada por jornalistas sobre eventuais alianças no segundo turno, a candidata limitou-se a responder que "segundo turno se discute no segundo turno".

Reviravoltas

Quase 143 milhões de brasileiros estão habilitados a votar neste domingo para escolher o próximo presidente, na eleição mais acirrada dos últimos tempos, marcada por duas grandes reviravoltas.

A primeira ocorreu em meados de agosto com a trágica morte de Eduardo Campos, então candidato do PSB à Presidência, e a entrada como um furacão de Marina em seu lugar. Em poucos dias, a ambientalista encostou em Dilma nas intenções de voto e jogou Aécio para um distante terceiro lugar.

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A segunda grande virada desta campanha, que precisa ser confirmada pelas urnas, é a volta de Aécio ao segundo lugar, ultrapassando Marina na reta final na briga por uma vaga na segunda rodada de votação contra Dilma.

Pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na véspera da eleição mostraram que, embora a situação ainda seja de empate técnico entre Marina e Aécio, houve uma inversão na disputa pelo segundo lugar no primeiro turno, e o candidato tucano passou a ter vantagem numérica sobre a ex-ministra.

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse acreditar que a disputa no segundo turno será mesmo entre Dilma e Aécio, repetindo a polarização entre PT e PSDB das últimas eleições presidenciais.

"O Aécio acho que vai (para o segundo turno)", disse Lula a jornalistas. "Porque são duas forças políticas muito fortes, você não inventa candidatura de última hora... Quando começa o jogo para valer tem que ter time para colocar em campo."

O também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que as chances de o candidato tucano passar para o segundo turno "são enormes", após registrar seu voto em São Paulo.

Votação tranquila

A reeleição de Dilma representaria um quarto mandato consecutivo do PT na Presidência, após dois governos de Lula, o que torna a votação uma espécie de referendo sobre a continuidade ou não do partido no poder.

"Eu pensei bem sobre os candidatos e queria alguém que pudesse resolver o problema da violência. Votei na Marina. Acho que a Dilma já deu. As coisas que prometeu, não fez", disse a baiana Rosilene Silva de Jesus, de 29 anos, moradora da favela Paraisópolis, em São Paulo.

Eleitores que disseram votar em Dilma apontaram benefícios do governo nos últimos anos.

"Vou votar na Dilma. Acho que o voto não é apenas individual, é coletivo, e muitas pessoas tiveram benefícios no governo dela", disse a estudante carioca Agatha Mandarino, de 17 anos, que vai votar pela primeira vez.

"Me incomoda saber que tem muita enganação no país, mas de certa forma o Brasil funcionou nos últimos 10 anos. Espero que no próximo governo o Brasil ingresse de vez nessa história de que somos a bola da vez", acrescentou.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o primeiro turno das eleições teve um início tranquilo e sem maiores problemas, embora tenham sido registradas ocorrências isoladas.

De acordo balanço do tribunal, três candidatos e 11 pessoas foram presas em flagrante comprando votos, o que configura crime eleitoral. Ao todo, 226 pessoas e 22 candidatos foram presos sob acusações de crime eleitoral, prática que também inclui boca de urna, fornecimento ilegal de alimentos, transporte ilegal de eleitores, entre outros.

De acordo com o presidente do TSE, Dias Toffoli, as filas que se formaram em algumas seções ao redor do país, em parte por problemas na identificação biométrica dos eleitores, não devem atrasar a apuração dos votos.

Toffoli descreveu a votação deste domingo como a "mais tranquila desde a redemocratização", em 1989.

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