Manoel José do Nascimento, 71, diz que não abre mão do seu direito e levou a irmã, de 72, também às urnas

Manoel José do Nascimento, 71, diz que não abre mão do seu direito e levou a irmã, de 72, também às urnas
Amanda Campos/iG
Manoel José do Nascimento, 71, diz que não abre mão do seu direito e levou a irmã, de 72, também às urnas

O aposentado Manoel José do Nascimento, 71, acordou cedo neste domingo (5) para ir às urnas na Universidade Anhanguera, no Campo Limpo. De calça social e camisa, Nascimento destacou, orgulhoso, ter escolhido com cuidado as melhores roupas para realizar seu voto, mesmo sem ser obrigado pela lei a comparecer às urnas. A partir dos 70 anos, o voto é facultativo.

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"Encaro como um evento social [as eleições]. Acho importante escolher meus representantes. Me sinto mais útil votando. É como se pudesse mudar o País", brinca.

Natural de Pernambuco, o aposentado, que mora em São Paulo há 50 anos, explica que trocou de zona eleitoral várias vezes ao longo dos anos para não precisar justificar seu voto. A mais recente delas foi quando trocou a Vila Olímpia pelo Campo Limpo, há cerca de cinco anos.

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Para escolher seus candidatos, o pernambucano afirma analisar quais setores precisam de melhorias e quais as propostas de cada partido para essas respectivas áreas.

"Acompanho os noticiários e procuro ler o que sai sobre os candidatos do partido que eu gosto. Por questões como essa é que acho importante votar. Como vou ajudar a mudar as coisas, se não fizer o mínimo?", questiona.

Foi a motivação de Nascimento que levou sua irmã, Maria Ernestina da Silva, 72, às urnas. Acompanhados de uma sobrinha e da mulher do aposentado, a dupla defende que deixar de votar significa não contribuir para a melhoria do Brasil.

"Para dizer a verdade, eu nem queria vir hoje. Mas mudei de ideia na ultima hora. O Manoel está certo. Preciso fazer a minha parte", disse Maria.

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