Ex-presidente diz que "Marina vai ter o que tinha em 2010"

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na manhã deste domingo (5), logo após votar em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), que acredita na reedição da polarização, o "clássico PT X PSDB" no segundo turno das eleições presidenciais de 2014.

"Eu acho que sim", disse Lula ao ser questionado sobre o eventual adversário da candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff - favorita nas pesquisas de intenção de voto. "São duas forças políticas muito fortes. Você não inventa uma candidatura de última hora. A Marina vai ter o que tinha em 2010", alfinetou o ex-presidente em referência clara à Marina Silva (PSB).

Lula concede entrevista coletiva em São Bernardo do Campo, após votar
Ana Flavia Oliveira/iG
Lula concede entrevista coletiva em São Bernardo do Campo, após votar

Ainda segundo Lula, "quando começa o jogo para valer, você tem que ter time para colocar em campo. Eu acho que as duas legendas [o PT e o PSDB] são mais fortes", reforçou Lula.

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Questionado sobre uma eventual aliança com o PSB, caso o seu desejo seja concretizado e Dilma enfrente Aécio no segundo turno, Lula foi taxativo. "Nós sempre fizemos aliança com o PSB, já temos aliança em outros Estados. Vamos esperar terminar o segundo turno para ver com quem conversar, e se tem que conversar mesmo. Mas seja com quem for, vamos conversar ou para compor a aliança na eleição ou para compor aliança de governabilidade", disse Lula.

Votação

O ex-presidente chegou no local de votação, a Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, por volta das 11h30. No local, ele tirou fotos e cumprimentou dezenas de eleitores que o aguardavam no local.

O presidente votou às 11h50 ao lado da primeira-dama, Marisa Letícia, e de outros correligionários como o candidato à eleição para o governo de São Paulo Alexandre Padilha (PT), o prefeito de São Bernardo e coordenador estadual da campanha da presidente Dilma, Luiz Marinho (PT), e do candidato à reeleição para senador Eduardo Suplicy (PT).

Depois da votação - que durou poucos minutos -, Lula distribuiu autógrafos, posou para fotos e foi aplaudido por eleitores que estavam no local. Ele, a esposa e Padilha trajavam camisas vermelhas, em alusão a cor do partido.

A votação transcorreu em clima de tranquilidade, apesar de intenso assédio dos eleitores. Do local de votação, o presidente partiu para sua residência no centro de São Bernardo do Campo, segundo informações da assessoria do Instituto Lula.

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Questionado sobre os principais temas que darão tom ao segundo turno das eleições presidenciais, Lula afirmou que economia, saúde e corrupção estarão na pauta do embate eleitoral.

"Primeiro, acho que vai ser a economia. Eu acho que deverá permear o debate sério nesse país. Com a crise mundial. Eu acho que a economia sempre vai ocupar um lugar de destaque. Obviamente que estamos falando por nós. Eu não posso falar pelos nossos adversários", disse Lula.

O ex-presidente ainda afirmou que "a questão da saúde é um um tema que todo mundo vê nela uma 'coisa' principal".

Citando diretamente o candidato Aécio Neves (PSDB), Lula disse que a corrupção é outra temática que será mais destacada na próxima etapa do embate eleitoral. "O Aécio [Neves] já deu uma tônica no primeiro turno agora. Não sei se é ele que vai [para o segundo turno], mas ele é um cara que tem falado muito de corrupção. E esse é um tema que acho que a Dilma vai querer debater com o Aécio também".

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Ainda segundo Lula, com menos concorrentes no segundo turno, o debate tende a ser mais qualificado . "A corrupção é um tema sempre apaixonante, um tema sempre cheio de 'disse-que-diz' e cheio de insinuações. E como agora vai ser uma campanha que o debate é feito a dois, não tem intermediário, não tem aquele candidato que não é para valer. Eu acho que vai ser muito melhor e o povo vai ficar muito mais politizado".

Questionado sobre a possibilidade de concorrer à Presidência nas próximas eleições, Lula desconversou. "Não me passa pela cabeça discutir 2018 agora", disse o petista, padrinho político da candidatura Dilma.




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