Eleições têm 1.869 urnas substituídas: "Dentro da média", diz presidente do TSE

Por Wilson Lima | iG Brasília | - Atualizada às

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De acordo com Dias Toffoli, percentual de urnas trocadas nas eleições deste é de 0,38%, abaixo do que foi registrado no pleito de 2010, 0,76%

Um primeiro balanço das Eleições 2014, divulgado no início da tarde deste domingo pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, revelou que um total de 1.869 urnas apresentaram problemas e tiveram que ser substituídas.

STF / Divulgação
Dias Toffoli, presidente do TSE

Toffoli minimizou os números e afirmou que isso corresponde a 0,38% do total de urnas, abaixo do que foi registrado nas eleições de 2010 (0,76%). "Estamos dentro de uma média, até abaixo", afirmou o ministro.

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De todas as urnas que deram problemas, uma teve de ser substituída por outra manual, de cédulas. O fato aconteceu na cidade de Santo Antônio, 13ª zona eleitoral do estado do Rio Grande do Norte.

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Sobre os problemas que as urnas biométricas, usadas em 726 municípios, estão apresentando, Dias afirmou que "faz parte do aprendizado" e comparou o caso a "comprar um carro novo". Questionado sobre atrasos causados pela nova tecnologia, ele respondeu que ainda não é possível afirmar: "As urnas fecham só ás 17h".

Prisões por crimes eleitorais

Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no final da manhã deste domingo aponta que 248 pessoas já foram detidas acusadas de cometer crimes eleitorais em todo o Brasil. Destas, 22 são candidatos a cargos eletivos este ano, sendo que oito estavam praticando boca de urna, três são acusados de compra de votos e quatro acusados de fornecimento ilegal de alimentos.

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A maior parte das prisões de candidatos ocorreu no Rio de Janeiro, seguido de Minas Gerais. Ao todo, a Justiça eleitoral também notificou outros 144 candidatos por incidência de crimes eleitorais. Apesar das notificações, estes 144 candidatos não foram detidos porque não houve flagrante dos ilícitos.

O estado do Rio de Janeiro também registrou o maior número de eleitores detidos. Foram 45 eleitores presos por vários ilícitos eleitorais, 29 deles acusados de fazer boca de urna. Dos 226 eleitores que já foram detidos neste ano, 144 estavam praticando boca de urna nas zonas eleitorais. Do outro lado, nos estados do Amapá, Maranhão, Roraima, Santa Catarina e Sergipe não houve eleitores presos por crimes eleitorais.

No geral, 598 eleitores em todo o Brasil foram notificados por prática de ilícitos eleitorais em 2014, mas nesses casos não houve prisões também por falta de um flagrante.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral minimizou também esses incidentes. “Essas ocorrências estão dentro de um padrão de normalidade de estatísticas históricas. Nada de anormal, nada de excepcional”, afirmou Dias Toffoli.

“Esses números são dados com base no registro oficial da polícia. O que sabemos é que muitas vezes há uma ideia de que o candidato está fazendo boca de urna, mas todo o candidato tem direito de conversar com os eleitores nas sessões eleitorais, e isso não pode ser confundido com boca de urna. O que não pode fazer o candidato é pedir votos”, esclareceu o presidente do TSE.

O boletim divulgado pelo TSE foi fechado às 11h28.

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