Eleições de 2014 tem 5 mil urnas substituídas e 1,4 mil prisões

Por Wilson Lima - iG Brasília |

compartilhe

Tamanho do texto

Apesar disso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse que o pleito foi tranqüilo até mesmo nos locais onde houve votação biométrica

Balanço final das eleições de 2014, apontam que ocorreram, ao todo, 5.012 substituições de urnas e 1.433 prisões de pessoas por crimes eleitorais. Apesar dos números terem sido bem superiores aos registrados no primeiro turno das eleições de 2010, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, classificou o processo eleitoral deste ano como tranquilo.

Reuters/BBC
Cerca de cinco mil urnas foram substituídas durante as eleições

Leia também: Dilma enfrenta Aécio no 2º turno das eleições

Ao final da votação, o volume de urnas substituídas em 2014 equivale à 3,1 vezes o quantitativo de 2010: 1.609. O maior número de substituições ocorreu no Rio de Janeiro, com 712 casos, seguido de São Paulo e Paraná, com 540 e 426 ocorrências respectivamente. O Estado com o menor volume de urnas substituídas foi o Acre, com 16 casos.

Prisões triplicam nas eleições de 2014 em comparação com 2010

De acordo com o presidente do TSE, uma explicação para o grande volume de urnas substituídas é o fato de que alguma delas datam das eleições de 2004 e 2006. “Houve um aumento talvez pela idade das urnas e evidentemente já estamos tomando providências. Já temos uma licitação para a aquisição de urnas mais modernas”, reconheceu Toffoli. Apesar disso, conforme o presidente do TSE, isso não comprometeu a divulgação dos resultados.

Candidato a senador agride eleitora em Alagoas e TRE determina prisão

PRISÕES

O número de prisões também cresceu exponencialmente em 2014. Em 2010, ocorreram 390 prisões por crimes eleitorais. Neste ano, 1,4 mil. Número 3,6 vezes superior.

A maior parte das prisões ocorreu após flagrantes de boca de urna nos Estados. Um total de 944 pessoas foram detidas por conta deste tipo de crime. Além disso, houve 91 prisões por tentativa de compra de votos nos Estados.

Das 1,4 mil pessoas presas, 71 eram candidatas a cargos eletivos. Trinta e oito foram presos acusados de fazer boca de urna e oito por tentativa de compra de votos. No geral, a Justiça Eleitoral 3,6 mil ocorrências de crimes eleitorais incluindo as detenções e as notificações de crimes que não geraram de prisão em flagrante. “Diante das dimensões brasileiras, esses casos são insignificantes”, disse Toffoli sobre as ocorrências de crimes eleitorais. “Quanto menos a justiça eleitoral aparecer, melhor é para o Estado democrático brasileiro”, analisou.

DIVULGACAO/REPRODUÇÃO
Provavelmente sem conhecerem as leis, eleitores tiraram selfies nas urnas pelo Brasil

SELFIES

O presidente do TSE também comentou os casos de selfies de eleitores tirados em frente às urnas eleitorais. Ele sinalizou que irá investigar os casos de pessoas que tiraram selfies em frente às urnas e publicaram nas redes sociais.

Nas eleições de 2014, o TSE ameaçou até prender pessoas que insistissem em tirar as selfies na urna. “Em relação a questão do selfie, a orientação da Justiça Eleitoral em não se levar aparelhos para as urnas eletrônicas é muito mais uma prevenção a aquele que está coagido a uma compra de votos”, analisou.

Toffoli também classificou como um sucesso a votação pelo sistema biométrico. Dos 142 milhões de eleitores, cerca de 23 milhões utilizaram o novo sistema. “É a garantia de que o eleitor brasileiro poderá voltar uma única e somente uma única vez”, analisou. “Se dizia que aqui em Brasília iria terminar as filas de votação às nove da noite. Mas antes das seis da da tarde já tínhamos o resultado das eleições no DF finalizado”, declarou o presidente do TSE.

Leia tudo sobre: Eleições 2014

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas