Com a ajuda de fones de ouvido, pessoas com deficiência visual votam no Rio

Por Agência Brasil |

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No caso de deficiente, se a pessoa tiver um acompanhante, que seja de confiança, essa pessoa pode acompanhá-lo na votação

Agência Brasil

Pessoas com deficiência visual, na cidade do Rio de Janeiro, votam sem dificuldade no Instituto Benjamim Constant, na Urca. O local, que durante o ano é referência no ensino de pessoas com pouca ou nenhuma visão, abriga hoje (5) quatro seções de votação. A expectativa é receber cerca de 800 eleitores – 40% deles, deficientes. As seções são equipadas com fones de ouvido. Bombeiros militares também auxiliam no acesso dos eleitores.

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Homem carrega cartaz em apoio a Dilma Rousseff e Padilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, em local de votação na capital paulista (5/10). Foto: Nacho Doce/ReutersFila para votação na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSantinhos são espalhados pela rua em frente a colégio eleitoral em escola na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APEleitores fazem fila para votar na Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APGaroto se ajoelha para votar em colégio eleitoral em São Bernardo do Campo, em São Paulo (5/10). Foto: Nacho Doce/ ReutersMãe leva filho para a votação em escola na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSegurança no domingo de eleições na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/AP

O aposentado Jose D'Assunção Rocha, que é deficiente, contou que usou o fone para votar. Ele se apresentou com a cola em braile, com o número de todos os candidatos. Disse que baseou as escolhas em programas de televisão, rádio e nas ações dos candidatos durante o ano. "Tenho um aparelho em casa que permite fazer essa impressão (em braile) no papel."

A supervisora do local de votação, Maria Teresa Ramos, explicou que todas as urnas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm o teclado em braile. "Se a pessoas quiser usar o fone, ela avisa a mesa, o presidente digita um código para que o aúdio comece a funcionar."

Maria Teresa também esclareceu que, no caso de deficiente, se a pessoa tiver um acompanhante, que seja de confiança, essa pessoa pode acompanhá-lo na votação. "Isso fica a critério do deficiente. Mas, geralmente, eles não gostam."

Ex-aluno do Benjamin, Wilson Silva Ferreira, de 40 anos, também votou em braile, com auxílio do fone e não teve problemas. "As teclas são compostas com sistema braile e, para mim, que tem baixa visão, ajuda muito", contou. Ele disse que não precisou de cola e "gravou de cabeça" os números dos candidatos.

Para facilitar o acesso de pessoas com deficiência ao Benjamim Constant, a região em torno do instituto é adaptada. A calçada tem piso tatil, que direciona a pessoa, por meio de indicações salientes no chão, e um sinal de trânsito sonoro nas imediações também dá segurança aos eleitores.

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