Partido da candidata derrotada foi aliado do PT até 2013

De olho nos votos obtidos pela candidata Marina Silva no primeiro turno das eleições deste domingo (5), a campanha da presidente Dilma Rousseff já entrou em contato com o presidente do PSB, Roberto Amaral, para resgatar o apoio do partido, considerado aliado histórico do PT até o ano passado.

Presidente e candidata Dilma Rousseff fala com a imprensa após apuração de votos que a levou para o segundo turno com Aécio Neves
Alan Sampaio / iG Brasília
Presidente e candidata Dilma Rousseff fala com a imprensa após apuração de votos que a levou para o segundo turno com Aécio Neves

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, confirmou o contato e disse que integrantes do PT já conversaram com o presidente do PSB e que ele se comprometeu a conversar com Marina.

“A gente vai buscar o apoio. Tem a relação histórica do PT com o PSB. Inclusive já fomos atrás”, disse Carvalho.

O ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, também confirma o contato. Segundo ele, sempre houve um diálogo importante com integrantes do PSB e é por esse lado que o PT começou a buscar o apoio.

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“Sempre estivemos juntos, temos uma relação próxima. É um contato feito de pessoas do PT com o PSB”, disse Berzoini.

Em pronunciamento após o resultado do primeiro turno das eleições, a presidente Dilma Rousseff partiu novamente para os ataques aos tucanos e disse que o fato de ter ficado na frente do candidato Aécio Neves indica que a maioria da população não quer de volta os “fantasmas do passado”.

“O povo brasileiro acaba de dizer que não quer os fantasmas do passado, recessão, arrocho, desemprego”, disse Dilma, enfatizando que em seu possível segundo mandato não usará os “remédios amargos” propostos por seu adversário.

Eleitores criticam institutos de pesquisa pelas redes sociais:

Dilma voltou para o discurso polarizado de crítica ao apagão elétrico ocorrido durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, de comparação entre os governos petistas e os anos tucanos.

“O povo não quer de volta aqueles que viraram as costas para o povo, que acabaram com as escolas técnicas, que esvaziaram e elitizaram nossas universidades federais e que agora, estranhamente, fazem defesa do ensino público", diz.

A presidente enumerou episódios impopulares do governo de FHC, como a fala do tucano nas discussões sobre a reforma da previdência. “O povo não quer os que chamavam os aposentados de vagabundos e que agora dizem ter fórmulas mágicas para a previdência”, disse Dilma, que retomou a histórica crítica do PT contra as privatizações do governo de FHC e o apagão elétrico.

“O povo também não quer os que trouxeram o racionamento de energia e tentaram incluir no processo de privatização a Petrobras, Furnas, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal”.

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