Eleitores atenderam ao convite do candidato Aécio Neves (PSDB) para votar usando verde e amarelo, como símbolo para o desejo de mudança e patriotismo

A psicóloga Leila Tancredo, 53, usou lenço para ir votar e contou que amigas compraram adereços patrióticos para a ocasião
Carolina Garcia/iG
A psicóloga Leila Tancredo, 53, usou lenço para ir votar e contou que amigas compraram adereços patrióticos para a ocasião

O primeiro turno das eleições foi tratado por alguns eleitores em São Paulo como um momento de decisão nível Copa do Mundo. E, claro, a camisa canarinho não ficou de fora. Em apenas 10 minutos, a reportagem encontrou mais de dez eleitores desfilando pelos corredores do Colégio Santa Cruz, na zona oeste da capital, com a camisa da seleção brasileira.

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Para alguns, o uniforme simboliza o patriotismo, desejo de mudança do País ou apenas fruto de um acordo entre amigos. Outros mais engajados, não esconderam a decepção com o governo atual e confessaram que usavam em campanha ao candidato Aécio Neves (PSDB), que convocou eleitores para usarem as cores da bandeira brasileira diante das urnas.

É o caso da advogada Bernadete Matsumoto, de 61 anos, que viu o convite do tucano nas redes sociais e decidiu participar. "Temos que lutar pelo nosso país e quis apoiar o meu candidato. Não sou PSDB, sou Aécio", diz orgulhosa a eleitora, que não economizou xingamentos ao PT. Já o marido explicou que não seguiu a regra do traje e nem cedeu aos pedidos da mulher porque já estava pronto para sair, mas "participo com o coração brasileiro".

A psicóloga Leila Tancredo, de 53 anos, não tinha a camisa da seleção e resolveu votar com um lenço com os cores verde e amarelo. "A eleição vale mais do que qualquer Copa do Mundo, precisamos mudar o nosso País", contou Leila dizendo que várias amigas compraram adereços patrióticos apenas para as eleições 2014.

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A advogada Bernadete Matsumoto, 61, e o marido foram à votação uniformizados
Carolina Garcia/iG
A advogada Bernadete Matsumoto, 61, e o marido foram à votação uniformizados

Já para os eleitores Larissa Borba, de 37 anos, e Lucas Dias, de 25, a campanha está longe de ser propriedade de algum candidato. Para eles, Aécio aproveitou um movimento que já se formava nas redes sociais e Whatsapp contra o governo atual e em memória das manifestações de junho do ano passado. Eles concordam ainda que a camiseta foi escolhida como símbolo de protesto por ser uma peça acessível a todos, apesar de uma peça original custar em média R$ 200.

"Recebi convite pelo grupo de amigos no Whatsapp. A cor amarela pode ofuscar o vermelho do PT. Não votei no Aécio, mas usei para sentir como vai a rejeição de Dilma", confessou Dias, que trabalha como publicitário. Ele disse estar desapontado com o movimento e continuou: "Esperava um mar de gente verde e amarelo". 



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