Brasil tem votação mais tranquila desde redemocratização, diz TSE

Por Reuters |

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Para Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, maior preocupação é com tentativas de compra de votos

Reuters

O primeiro turno das eleições teve um início sem problemas significativos, na votação "mais tranquila desde a redemocratização" em 1989, disse neste domingo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli. O tribunal registrou, no entanto, ocorrências isoladas de confusão em Santa Catarina e no Maranhão.

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De acordo com o TSE, quatro urnas foram danificadas em São Luís, capital do Maranhão, na madrugada deste domingo e uma urna foi queimada em um incêndio em uma seção eleitoral. Ao ser questionado sobre o incidente, Toffoli não deu detalhes, mas afirmou que as circunstâncias do acontecimento ainda serão investigadas.

Veja na galeria as imagens do clima das eleições neste domingo pelo Brasil:

Crianças jogam santinhos para o ar na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersArtista Mariana Vital realiza protesto contra as eleições na porta da Escola Britanica, local de votação de Skaf, em São Paulo (5/10). Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressPainel mostra como preencher formulário de justificativa nas eleições (5/10). Foto: Agência BrasilEleitores justificam o voto neste domingo de eleições (5/10). Foto: Agência BrasilIdosa cadeirante vota em seção especial em Brasília (5/10). Foto: Agência BrasilCasal veste camisa do Brasil no dia das eleições em São Paulo (5/10). Foto: Carolina Garcia/iGMulher senta ao lado de bandeira do Brasil em colégio eleitoral na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Silva Izquierdo/APPessoas vota na escola Ayrton Senna, na Rocinha, no Rio de Janeiro, neste domingo (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersGarotinha carrega boneca enquanto espera os pais votarem no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSujeira de santinhos em frente a Universidade Anhanguera, em São Paulo (5/10). Foto: Amanda Campos/iGPipoqueiro aproveita movimentação em dia de votação em São Paulo (5/10). Foto: Amanda Campos/iGTrabalhora varre santinhos diante de colégio eleitoral em São Paulo (5/10). Foto: Ana Flavia Oliveira/iGHomem carrega cartaz em apoio a Dilma Rousseff e Padilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, em local de votação na capital paulista (5/10). Foto: Nacho Doce/ReutersEleitores correm na abertura de colégio eleitoral na Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Silvia Izquierdo/APFila para votação em colégio em Brasília (5/10). Foto: Eraldo Peres/APFila para votação na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSantinhos são espalhados pela rua em frente a colégio eleitoral em escola na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APSoldados patrulham ruas da favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APEleitores fazem fila para votar na Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APGaroto se ajoelha para votar em colégio eleitoral em São Bernardo do Campo, em São Paulo (5/10). Foto: Nacho Doce/ ReutersMãe leva filho para a votação em escola na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSegurança no domingo de eleições na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/AP

"Nós temos algumas ocorrências na parte da atividade do poder policial, mas mesmo assim são ocorrências não muito significativas", avaliou Toffoli.

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Já em Santa Catarina, uma viatura da Polícia Rodoviária Federal foi queimada, mas sem "relação com o processo eleitoral". A região conta com o reforço de 25 tropas das Forças Armadas para garantir a segurança.

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Para o presidente do TSE, a viatura queimada em Santa Catarina não apresenta características de crime eleitoral. "Não houve nenhum tipo de ato que seja um registro eleitoral em Santa Catarina", disse.

No Amazonas, três urnas tiveram dificuldade para chegar em locais remotos. Uma aeronave não conseguiu levantar voo no sábado por questões climáticas, atrasando a entrega nessas localidades.

Compra de votos

Para Toffoli, todas as dificuldades registradas até o momento são "pontuais" e o que mais preocupa no momento é a compra de votos. De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo TSE, três candidatos e 11 apoiadores foram presos em flagrante comprando votos.

Ao todo, 248 pessoas, entre elas 22 candidatos, foram presas sob acusações de crime eleitoral, prática que inclui, por exemplo, propaganda boca de urna, fornecimento ilegal de alimentos e transporte ilegal de eleitores.

Toffoli disse ainda que as grandes filas que se formaram em algumas seções ao redor do país, em parte por problemas na identificação biométrica dos eleitores, não devem atrasar a apuração dos votos, mas evitou fazer projeções de horário. "Penso que não haverá atrasos. Tudo está dentro da normalidade", explicou.

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