No terceiro balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral aponta mais de 300 prisões por boca de urna em todo o país

O terceiro balanço parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado na tarde deste domingo aponta que, nas primeiras seis horas de votação, 551 pessoas já foram presas acusadas de ilícitos eleitorais e 3,1 mil urnas foram substituídas por problemas técnicos em todo o Brasil. Dos presos por ilícitos eleitorais, 40 foram detidos por tentativa de compra de votos.

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Das 551 presas até o momento por crimes eleitorais, 332 foram detidas por promoção de boca de urna. A maior parte das prisões ocorreu no Rio de Janeiro, onde 94 pessoas foram presas por esse tipo de delito. Minas Gerais é o segundo Estado do Brasil com esse tipo de ocorrência: 53 prisões.

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Segundo o TSE, 40 pessoas foram presas até o momento por tentativa de compra de votos. Somente no Rio de Janeiro foram 11 prisões, e na Paraíba, outras quatro. Entre os presos por tentativa de compra de votos, quatro são candidatos a cargos eletivos.

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Os dados do TSE apontam que, das 551 pessoas detidas até o momento por ilícitos eleitorais, 55 são candidatos a cargos eletivos. Vinte e dois foram presos por promoção de boca de urna. Apenas no Rio de Janeiro, oito candidatos foram presos acusados de promover boca de urna.

Urnas substituídas

Pelos números do TSE, 3.122 urnas já foram substituídas e o maior número de ocorrências foi registrado no Rio de Janeiro, onde 517 urnas foram trocadas. Destaque também para São Paulo, onde houve 333 substituições. O Acre é o Estado com o menor número de substituições: 12 até o momento.

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Um dado que vem sendo considerado positivo pelo TSE é o baixo número de locais em que estão sendo realizadas votações em papel. Em apenas duas sessões eleitorais ocorre a votação manual: uma no Espírito Santo e outra no Rio Grande do Norte.

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