Biometria e boca de urna geram confusões nas eleições de Niterói

Por Agência Brasil , iG São Paulo | - Atualizada às

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Problemas com as urnas biométricas foram relatados em seções do centro, Largo da Batalha e de Santa Cruz. O principal problema ocorreu com uma máquia especial utilizada para identificação dos eleitores

Agência Brasil

Utilizadas pela primeira vez em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, as urnas biométricas, que identificam o eleitor pelas digitais, causaram filas e dividiram opiniões. Na cidade, a reportagem flagrou boca de urna em vários locais de votação e até compra de voto. Niterói é o sétimo colégio eleitoral do estado, com 352,4 mil eleitores.

Problemas com as urnas biométricas foram relatados em seções do centro, Largo da Batalha e de Santa Cruz. O principal problema ocorreu com uma máquia especial utilizada para identificação dos eleitores. Em muitos casos, após oito tentativas inválidas, os mesários tiveram de fazer identificação manual dos eleitores.

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A aposentada Ana Maria Muguel, de 61 anos, disse que esta eleição foi a que lhe tomou mais tempo. “A biometria custa a identificar a digital. Tem um aparelho para reconhecer [a digital], mas você passa uma, duas, três vezes e nada. É muita demora”, comentou. A diarista Márcia Regina de Souza, de 47 anos, teve a mesma impressão e classificou a eleição como “enrolada”. “Tem uma maquininha só em cada sala. Passei o dedo um monte de vezes e não consegui”, salientou.

Em sua primeira votação, Lorrana Muget Ribeiro, de 18 anos, também não teve sorte. “Foi mais ou menos. A maquininha de colocar o dedo [a digital] é que demora bastante. Depois foi rápido”, assinalou. Ela escolheu os candidatos em conversas com a família e assistindo a debates, além de programas no rádio e televisão.

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Lixo eleitoral toma conta das ruas do município de Gama, no Distrito Federal (5/10). Foto: Pedro França/Agência SenadoTambém em Brasília, em Ceilândia, garoto passa pelo meio do lixo de material eleitoral (5/10). Foto: Ueslei Marcelino/ReutersFrango é preparado perto de colégio eleitoral no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APCrianças jogam santinhos para o ar na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersArtista Mariana Vital realiza protesto contra as eleições na porta da Escola Britanica, local de votação de Skaf, em São Paulo (5/10). Foto: Leonardo Benassatto/Futura PressMais um momento da votação deste domingo (5/10). Foto: Agência BrasilPainel mostra como preencher formulário de justificativa nas eleições (5/10). Foto: Agência BrasilEleitores justificam o voto neste domingo de eleições (5/10). Foto: Agência BrasilIdosa cadeirante vota em seção especial em Brasília (5/10). Foto: Agência BrasilCasal veste camisa do Brasil no dia das eleições em São Paulo (5/10). Foto: Carolina Garcia/iGMulher senta ao lado de bandeira do Brasil em colégio eleitoral na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Silva Izquierdo/APPessoas vota na escola Ayrton Senna, na Rocinha, no Rio de Janeiro, neste domingo (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersGarotinha carrega boneca enquanto espera os pais votarem no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSujeira de santinhos em frente a Universidade Anhanguera, em São Paulo (5/10). Foto: Amanda Campos/iGPipoqueiro aproveita movimentação em dia de votação em São Paulo (5/10). Foto: Amanda Campos/iGTrabalhora varre santinhos diante de colégio eleitoral em São Paulo (5/10). Foto: Ana Flavia Oliveira/iGHomem carrega cartaz em apoio a Dilma Rousseff e Padilha, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, em local de votação na capital paulista (5/10). Foto: Nacho Doce/ReutersEleitores correm na abertura de colégio eleitoral na Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Silvia Izquierdo/APFila para votação em colégio em Brasília (5/10). Foto: Eraldo Peres/APSantinhos são espalhados pela rua em frente a colégio eleitoral em escola na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APSoldados patrulham ruas da favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APEleitores fazem fila para votar na Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/APGaroto se ajoelha para votar em colégio eleitoral em São Bernardo do Campo, em São Paulo (5/10). Foto: Nacho Doce/ ReutersMãe leva filho para a votação em escola na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Pilar Olivares/ReutersSegurança no domingo de eleições na Favela da Maré, no Rio de Janeiro (5/10). Foto: Leo Correa/AP

Alguns eleitores de Niterói não tiveram problemas e elogiaram a biometria. “Não demorou nada. Foi rápido”, avaliou a também aposentada Iracema Corrêa, de 77 anos. A mesma sensação teve a administradora Marna Izabel Rodrigues, de 58 anos. “Não tive problema algum. Levei menos de 20 minutos e deu tudo certo”, afirmou.

Em Niterói, a boca de urna predominou em todas as seções. Na Escola Estadual Leopoldo Fróes, o maior local de votação da cidade, um cabo eleitoral foi flagrado pagando R$ 50 para um eleitor que tinha acabado de votar. No local, dezenas de cabos eleitorais distribuíam santinhos sem constrangimento.

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“Tenho duas filhas para criar. Estou recebendo de um e de outro. São R$ 120 por dia. Não dá para abrir mão”, observou uma das pessoas flagradas na boca de urna. Durante a campanha, elas chegaram a ganhar entre R$ 500 e R$ 700 por quinzena.

Crianças desacompanhadas também foram vistas com material de campanha. Com a chegada de um carro da Polícia Rodoviária Federal, elas descartaram panfletos de um dos principais candidatos a deputado federal.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), boca de urna é crime. No dia de votação, só é permitida a manifestação individual e silenciosa do eleitor. Ficam proibidos a aglomeração de pessoas, veículos com material de propaganda e qualquer espécie de propaganda. A pena varia de seis meses a um ano, prestação de serviço à comunidade e multa.

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