Mesmo com derretimento de intenções de votos, ela ainda mantém capital político com seus 22 milhões de eleitores

Num cenário muito diferente do que as pesquisas apontavam a menos de um mês, Marina Silva (PSB) terminou o primeiro turno das eleições em terceiro lugar, com cerca de 22 milhões de votos, bem atrás do seu adversário pela vaga no segundo turno, Aécio Neves (PSDB), que ficou em segundo, com 34,7 milhões de eleitores. A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), ficou em primeiro, com 43 milhões. O tucano e a petista disputam a segunta etapa da corrida presidencial, em 26 de outubro. 

A trajetória da neossocialista nestas eleições foi cheia de altos e baixos. No posto de vice da chapa presidencial do PSB, Marina Silva começou a corrida presidencial como alguém que estava guardando forças para concorrer em 2018. Mas com a morte do candidato do seu partido em agosto, Eduardo Campos, Marina foi alçada a cabeça de chapa.

Mais: Marina sinaliza apoio a Aécio, mas diz que decisão ainda será discutida

Em seu discurso após o resultado do segundo turno, Marina Silva sinalizou apoio a Aécio
Vagner Campos/ MSILVA Online
Em seu discurso após o resultado do segundo turno, Marina Silva sinalizou apoio a Aécio


Logo de cara, Marina conseguiu mais do que dobrar as intenções de voto da chapa presidencial do PSB. Com Campos, a pontuação nunca chegou a passar de um digito. No primeiro Datafolha com o nome dela, a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula pontuou em 21%, empatando com Aécio.

No final do agosto, Marina já aparecia empatada com Dilma, ambas com 34% no primeiro turno. Aécio ficava com apenas 14%. Na simulação de segundo turno, a candidata do PSB batia a petista com 10% de vantagem, com 50% a 40%.

Veja também : Marina chama 3º lugar de vitória e dedica a Eduardo Campos e família

Mas logo depois, Marina começou a ver um derretimento de suas intenções de voto, com um ataque pesado dos adversários Dilma e Aécio, que apontaram incoerências no discurso de ‘nova política’ da candidata. A neossocialista chegou no dia anterior ao primeiro turno, o sábado (04), empatada tecnicamente com o tucano.

Veja em fotos a campanha de Marina Silva no primeiro turno: 

Com a derrota no primeiro turno, Marina sofre um baque, mas não perde o seu capital. Com seus 22 milhões de votos, ela ainda é uma força política importante no Brasil. Seu apoio será cobiçado tanto por Aécio quanto por Dilma no segundo turno. 

Marina já deu sinais de que pode apoiar Aécio. Mas a neutralidade dela no segundo turno não é descartada pelos seus correligionários. O apoio a Dilma é tido como improvável. 

Da mesma forma, Marina continua como uma força política para as eleições de 2018, quando ela já deve estar em seu novo partido, o Rede Sustentabilidade. Ela só foi para o PSB porque não conseguiu registro para a nova agremiação a tempo para disputar as eleições de 2014. 





    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.