Após perder, Padilha diz que se tornará soldado na busca de votos para Dilma

Por Ana Flávia Oliveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Candidato também disse que se tornará fiscal nº 1 da próxima gestão e reclamou ainda das pesquisas eleitorais, que lhe deram no máximo 11% de votos; Padilha conquistou 18,2%

Derrotado na eleição ao governo de São Paulo, o ex-ministro da saúde Alexandre Padilha (PT) disse que se transformará em soldado para pedir votos para a presidente e candidata a reeleição petista, Dilma Rousseff.

Ana Flavia Oliveira/iG
Padilha terminou pleito em 3º lugar, atrás de Paulo Skaf e de Alckmin, que se reelegeu

"Deixo de ser candidato para me tornar soldado para eleição da presidente Dilma em São Paulo", disse ele. 

Padilha terminou a eleição em terceiro lugar, com 18,2% dos votos, atrás de Paulo Skaf (PMDB), que conquistou 21,5% dos votos e do tucano Geraldo Alckmin, reeleito com 57,3% dos votos.

Acompanhado do presidente estadual do PT, Emídio de Souza, e do prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, Padilha afirmou ainda que se tornará o fiscal número um da próxima legislatura.

"Nós fomos a única candidatura que apresentou projeto de governo no primeiro turno. Isso nos dá legitimidade para sermos fiscais (do governo) nos próximos quatro anos. Não vamos arredar de ser uma oposição propositiva".

Padilha ainda agradeceu a população pelos quase 4 milhões de votos que recebeu no Estado e convocou a militância a acompanhá-lo na transformação de São Paulo na "trincheira" pela conquista do segundo turno presidencial.

O candidato reclamou ainda do resultados das pesquisas eleitorais realizadas antes das eleições, que apontaram sua candidatura com no máximo 11% das intenções de voto. "Não estou dizendo que é ma fé, mas é preciso rever os institutos de pesquisas", afirmou.

"PT precisa de humildade"

No encontro com militantes, o presidente estadual do PT, Emídio de Souza, disse que o partido tem de ter "humildade para reconhecer problemas e insuficiências" ao se referir à provável diminuição da bancada do partido nas assembléias estaduais e no Congresso Nacional.

"Nós estamos fechando ainda. Provavelmente haverá redução, que é um fenômeno que está acontecendo no País inteiro. É parte do jogo. O PT tem de ter humildade para reconhecer problemas, para reconhecer insuficiências, para poder abrir uma nova etapa da sua história".

Apesar da derrota de Padilha, Souza negou que o partido tivesse deixado a candidatura paulista em segundo plano. "O PT fez uma campanha enorme em São Paulo. O presidente Lula fez várias ações, a presidente Dilma veio várias vezes a São Paulo. Nós estamos vivendo uma conjuntura, o PT viveu um massacre nos últimos anos, todo mundo sabe disso".

Souza comentou ainda a influência da falta de água na decisão de voto. "Essa campanha começou com 25% das reservas da cantareira e terminou com 5%. Eu espero que ele (Alckmin) nao cometa um estelionato eleitoral e decrete racionamento amanhã".

O presidente estadual do PT também lamentou a derrota do senador Suplicy. "Acho que é uma perda tirar um senador com um perfil que ele tem, com a reputação que ele tem, com conduta ética dele, e trocar por alguém que não gosta de cumprir mandatos. Acho que não é uma boa escolha. Mas a decisão está feita, vamos respeitar. O senador Suplicy continuará dando contribuição que sempre deu para o nosso partido."

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