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Candidatos disputam paternidade de programas sociais e qual governo melhor combateu corrupção e inflação

A polarização entre PT e PSDB marcou o 3º bloco do debate presidencial da TV Globo, na madrugada desta sexta-feira (3). A petista Dilma Rousseff e o tucano Aécio Neves - que escolheram um ao outro para fazer as perguntas - protagonizaram uma disputa de programas sociais como o Bolsa Família e o Pronatec, de ensino técnico. Os dois também se enfrentaram sobre quem combate melhor a inflação e a corrupção.

Aécio afirmou que o Bolsa Família teve início no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), e que o PT apenas o ampliou.

"A adminstração pública é copiar as boas ideias, reiventá-las, com generosidade, sem achar que [ se ] descobriu a roda", disse Aécio. "O PT implementou o nosso programa unificando (...) Eu reconheço essa virtude do presidente Lula. Agora, nós queremos é superar a pobreza e não conviver com ela."

O tucano também criticou a condução da economia no governo Dilma, que por sua vez lembrou que o teto da meta da inflação foi extrapolado nos anos de 2001 e 2002, anos em que Armínio Fraga - anunciado por Aécio como seu ministro da Fazenda caso seja eleito - foi presidente do Banco Central.

"Nem a competência do seu marqueteiro João Santana é capaz de rescrever a história", ironizou Aécio, argumentando que o governo FHC pegou a inflação em 900% ao ano e a levou a 7% ao ano.

Em sua oportunidade, Marina Silva (PSB) acusou Dilma de não cumprir as promessas que fez na eleição de 2010, e de "varrer a corrupção para debaixo do tapete", retomando o tema a prisão do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, assunto que dominou o debate.

'Não estica o dedo para mim', diz Luciana a Aécio

Luciana Genro (PSOL), por sua vez, retomou o tema do aeroporto construído pelo governo de Minas Gerais em terras da família de Aécio que foram desapropriadas.

"Tu é tão fanático da privatização que tu chegou ao ponto de fazer um aeroporto com dinheiro público e entregar a chave ao seu tio."

A afirmação causou irritação em Aécio, que acusou Luciana de "ofender os outros sem saber do que está falando" e de não estar "preparada para ser presidente da República". Na ocasião, chegou a apontar o dedo para a candidata, que também se irritou.

"Não estica o dedo para mim", disse Luciana.