Adversários vão explorar ausências de Suplicy por causa de viagens

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Candidato a senador pelo PT em São Paulo é o 2° colocado nas pesquisas, mas não tem sido poupado pelos adversários

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O candidato a senador pelo PT em São Paulo, Eduardo Suplicy, é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, mas, ainda assim, não tem sido poupado pelos adversários. Serristas e kassabistas temem que a ida de militantes do PT para as ruas, nessa reta final de campanha, provoque um crescimento de Suplicy. Na pesquisa do Datafolha, José Serra (PSDB) lidera a disputa com 39% dos índices de voto. Suplicy vem em seguida com 30% e Gilberto Kassab (PSD), tem 9%. Seguidores de Kassab, por exemplo, divulgaram que o senador petista teria, em um quarto de século no Senado, viajado mais de 816 mil quilômetros pelo mundo – “o equivalente a 20 voltas na Terra” – e, por causa dessas andanças, deixado de votar ao menos 46 projetos importantes na Casa.

Veja os principais candidatos ao senado por São Paulo: 

Em São José dos Campos (SP), José Serra faz campanha com presidenciável Aécio Neves e com governador Geraldo Alckmin, candidato à releição por SP. Foto: Twitter/@geraldoalckimin_No bairro paulistano de Santo Amaro, Eduardo Suplicy faz campanha com presidenciável Dilma Rousseff (PSDB) e Alexandre Padilha, candidato petista ao governo de SP. Foto: Paulo Pinto/AnaliticaGilberto Kassab faz campanha na capital paulista . Foto: Divulgação/PSDO ex-governador José Serra (PSDB), que lidera a disputa pelo Senado em São Paulo. Foto: DivulgaçãoEduardo Suplicy (PT) tenta seu quarto mandato ao Senado por São Paulo . Foto: Divulgação/PTGilberto Kassab (PSD), ex-prefeito de SP, ajuda a tornar a disputa pelo Senado  mais competitiva. Foto: Último Segundo

Entre os citados, estão a votação da PEC que incluiu a moradia entre os direitos sociais, a lei que criou o Simples Nacional, a criação da tarifa social de energia elétrica em São Paulo e a garantia de reservas de vagas em creches e pré-escolas. Essas ausências de Suplicy em votações teriam ocorrido entre 1996 e 2013. O senador do PT se defende e diz que está entre os parlamentares mais presentes às sessões. “Isso é público e notório”. Segundo ele, entre 1995 e 2014, foram 149 ausências, todas justificadas, “o que equivale a menos de 2% do total”. O petista afirma que viaja sempre a serviço, com aprovação do plenário e da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a pedido de instituições de ensino e governamentais ou por indicação dos próprios senadores. Diz ser escolhido sempre por ser um dos únicos senadores com pós-doutoramento.

Marina dá aula de “nova História”

Professora de História, Marina Silva afirmou que a sua Rede é o primeiro partido do País posto na clandestinidade em plena democracia. Além de relativizar o conceito de clandestinidade (seu partido não obteve registro no TSE, mas não há restrição a reuniões como entidade), ela erra em História: a Justiça colocou o PCB na clandestinidade em 1947, quando o Brasil vivia uma democracia, com o argumento de que ele era “instrumento de intervenção soviética”. Por causa disso, em 1948, perderam o mandato, entre outros, os escritores Jorge Amado (deputado federal) e Barão de Itararé (vereador-RJ) e o crítico Mário Schenberg (estadual-SP).

Memória falha

Presente no ato, o ex-comunista Roberto Freire podia corrigí-la. Apesar de ter apenas sete anos na época da decisão, ele trabalhou depois no escritório de advocacia que defendia o líder Gregório Bezerra, constituinte cassado quando o PCB foi posto na clandestinidade.

Ser fiel a quem o trai

A direção do PMDB diz que tentou, sem sucesso, conter a rebelião de prefeitos peemedebistas em São Paulo contra o candidato do partido ao governo, Paulo Skaf. Cinquenta e três prefeitos o abandonaram e anunciaram apoio à campanha de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da presidenta Dilma Roussef (PT) à Presidência. Skaf relutava em apoiar Dilma. Para a direção peemedebista, os prefeitos decidiram não dar apoio a quem não estava com eles.

Prefeitos dizem tomar as dores de Michel Temer

Apesar do desgaste com líderes do PMDB no interior paulista, o candidato Paulo Skaf garante que seu relacionamento com o presidente nacional do partido, o vice-presidente Michel Temer, continua ótimo e que ambos se falam ao telefone constantemente. Os prefeitos usam justamente a falta de apoio de Skaf a Temer e Dilma para justificar o apoio a Alckmin.

Não vejo um respiro do Aécio, mas uma falta de ar da Marina” - Jorge Picciani, presidente do PMDB do Rio de Janeiro

*Com Leonardo Fuhrmann

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