Subindo em pesquisa, Skaf e Padilha se unem para atacar Alckmin no último debate

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Antes do embate, Ibope mostrou tucano caindo e adversários subindo nas intenções de voto; governador e candidato à reeleição evitou perguntar para petista e peemedebista

Os candidatos ao governo de São Paulo participaram na noite desta terça-feira (30) do último debate antes do primeiro turno das eleições. No evento promovido pela TV Globo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi alvo dos maiores ataques, especialmente pelos adversários Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT), que fizeram uma espécie de dobradinha para mirar o adversário. O tucano, por sua vez, não dirigiu perguntas para o petista e para o peemedebista, apesar de alfinetá-los em diferentes momentos.  

Padilha e Skaf trocaram perguntas em alguns momentos da noite para atacar o atual governador paulista, que é líder das pesquisas de intenção de voto, como mostrou o Ibope, poucas horas antes do debate.

A pesquisa apontou Alckmin caindo quatro pontos percentuais nas intenções de voto, marcando 45%. Com dois pontos a mais, Skaf chegou a 19%. Padilha subiu para 11%, com alta de três pontos.

Além dos três lideres da corrida ao Palácio dos Bandeirantes, também estiveram no debate os candidatos Gilberto Maringoni (PSOL), Gilberto Natalini (PV), Walter Ciglioni (PRTB) e Laércio Benko (PHS).

Ibope: Alckmin cai para 45% e Skaf sobe para 19% em SP; Padilha chega a 11%

Candidatos ao governo de São Paulo participaram na noite desta terça-feira (30) do último debate antes do primeiro turno das eleições. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressLíder nas pesquisas e candidata à reeleição, Geraldo Alckmin participou do encontro com concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: ReproduçãoSegundo nas pesquisas, Paulo Skaf (PMDB) foi pouco atacado neste debate da Rede Globo, realizado nesta terça-feira. Foto: ReproduçãoAlexandre Padilha (PT) atacou o rival tucano inúmeras vezes no debate com os temas falta de água e saúde pública. Foto: ReproduçãoO jornalista César Tralli foi o mediador do último debate antes do primeiro turno das eleições. Foto: ReproduçãoLaércio Benko (PHS) também participou do encontro e se declarou contra a reeleição em cargos legislativos. Foto: ReproduçãoGilberto Maringoni (PSOL) usou seu tempo de resposta para criticar o presidenciável Levy Fidelix e "o discurso homofóbico". Foto: ReproduçãoGilberto Natalini, representante do PV, também participou do debate na TV Globo nesta terça-feira. Foto: ReproduçãoWalter Ciglioni (PRTB) defendeu o colega de partido Levy Fidelix, dizendo que as pessoas precisam 'respeitar a liberdade de expressão'. Foto: ReproduçãoEncontro com concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes é o último antes do primeiro turno das eleições, realizado no dia 5 de outubro. Foto: Reprodução

Falta de água em SP

A seca nos reservatórios e a crise hídrica no Estado monopolizou grande parte das discussões da noite. Alckmin foi acusado de não investir para evitar a falta de água que ameaça à população paulista.

"Não é falta de chuvas, é falta de água. As obras não foram feitas. O projeto de São Lourenço existe há 10 anos. O governador fala que não tem problema, mas 60% da população sente a falta de água na pele", criticou Skaf.

O candidato Laércio Benko (PHS) acusou a empresa pública que cuida abastecimento de água no Estado, de distribuir lucros aos acionistas em vez de investir em obras. "Eu quero lembrar ao governador que a cidade de São Paulo tem falta de água e é administrada pela Sabesp. Isso é disfarçado com o nome de falta de pressão. Não temos água por falta de investimentos", criticou Benko.

Mais: Com Alckmin sob ataque, falta de água em SP domina debate

"Apesar da grave crise que estamos vivendo, acredito que há soluções. Tirar as obras do papel, reduzir impostos, e proteção dos mananciais", propôs Padilha sobre a crise hídrica.

Negando mais uma vez que faltará água na cidade, Alckmin defendeu a estatal. “Tem que abrir o capital. A Sabesp foi a primeira empresa do país a entrar no novo mercado. Não vai faltar água. Temos uma grande reserva técnica que achamos que nem vamos usar. Substituímos o Sistema Cantareira. O governo trabalhou. O inverno já acabou e ainda temos uma grande reserva técnica."

Homofobia de Fidelix 

As declarações homofóbicas do nanico Levy Fidelix (PRTB) em debate presidencial da TV Record no último domingo (28) geraram repercussão entre os concorrentes ao governo de São Paulo.  Maringoni (PSOL) acabou introduzindo o tema, admitindo que o assunto estava fora do contexto da noite e da pauta da emissora. O candidato aproveitou uma pergunta de Natalini sobre poluição do ar e afirmou que a homofobia era "inaceitável"

Leia também: Declarações de Fidelix contra gays são citadas em debate da TV Globo

Visivelmente constrangido, o candidato do Partido Verde não comentou o caso e logo aproveitou para reforçar suas propostas de governo.

Na abertura do bloco seguinte, Ciglioni, do mesmo partido do presidenciável Fidelix, saiu em defesa do nanico dizendo ainda que o Artigo 5º da Constituição garante a livre manifestação e a liberdade de expressão.

Divulgação/PT
O debate da TV Globo foi último antes do primeiro turno das eleições, que acontecem no próximo domingo (05)


Campanha presidencial

A campanha presidencial veio à tona no debate numa pergunta de Benko para Padilha. O candidato do PHS, partido que é aliado de Marina Silva (PSB) nacionalmente, acusou o PT e o PSDB de espalharem mentiras sobre Marina.

"Ninguém precisa falar nenhuma mentira, ela mesma fala por si só. Aliás, cada dia ela fala uma coisa. Um dia diz, no outro muda de opinião. Por isso eu defendo a presidenta Dilma", rebateu Padilha, defendendo a candidata de seu partido.

Nas considerações finais, Benko voltou ao assunto. “Aqui nós vemos a velha política, quando PT e PMDB criticam o governo, quando o PSDB critica os dois partidos. Mas eles estão juntos para criticar Marina Silva, porque eles estão tremendo de medo da renovação.”

Empreitaras e cartel

Primeiro a perguntar, Marangoni abriu o debate questionando Alckmin sobre empreiteiras que financiaram a campanha do tucano ao mesmo tempo em que eram processadas pelo Estado por formação de cartel. O candidato do PSDB negou.

"O que o candidato falou é mentira. O cartel são 13 empresas, que estão sendo processados. O cartel se faz fora do governo, nenhuma dessas empresas doou um centavo para a minha campanha, nem para o meu partido", respondeu Alckmin. Marangoni rebateu, dizendo que os dados que ele citou estavam na prestação de contas do PSDB ao Tribunal Superior Eleitoral.

Irônico, Marangoni citou mais uma vez o assunto em suas últimas considerações,. "Se eu fosse um candidato do PSDB, do PMDB ou do PT, eu faria as considerações finais da seguinte maneira: 'Eu queria agradecer a Queiroz Galvão, quero agradecer a Odebrecht, o Bradesco, o Itaú'. O PSOL não faz isso."

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