Maringoni (PSOL) classificou a postura de presidenciável como inaceitável; Ciglioni defendeu colega por "livre manifestação"

As declarações homofóbicas do nanico Levy Fidelix (PRTB) em debate da TV Record no último domingo (28) geraram repercussão entre os concorrentes ao governo de São Paulo, no último debate transmitido nesta terça-feira (30) pela TV Globo.

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Gilberto Maringoni (PSOL) acabou introduzindo o tema. Admitindo que o assunto estava fora do contexto do debate e da pauta da emissora, o candidato aproveitou uma pergunta de Gilberto Natalini (PV) sobre poluição do ar, disparou que a homofobia era "inaceitável".

Veja imagens do debate da TV Globo nesta terça-feira:

Os jornalistas que acompanham num espaço separado o debate acabaram se divertindo com a reação de Natalini à uma resposta de Maringoni. Visivelmente constrangido, o candidato do Partido Verde não comentou o caso e logo aproveitou para reforçar suas propostas de governo. 

Na abertura do bloco seguinte, um atrapalhado Walter Ciglioni, do mesmo partido do presidenciável Fidelix, saiu em defesa do nanino dizendo ainda que o Artigo 5º da Constituição garante a livre manifestação e a liberdade de expressão.

Entenda o caso

A participação Fidelix passou despercebida até o terceiro bloco do debate da TV Record, quando foi questionado por Luciana Genro (PSOL) sobre a união homoafetiva. Considerando a questão "um jogo pesado", o candidato do aerotrem disparou um discurso agressivo e despertou o ódio nas redes socias.

Comentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter
Reprodução
Comentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter

"Os homossexuais, travestis e lésbicas sofrem violência constante. Por que as pessoas que defendem tanto família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo?", perguntou Luciana. Visivelmente desconfortável, Fidelix respondeu: "Jogo pesado essa agora, hein? Pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: aparelho excretor não reproduz. Eu presidente da República não vou estimular a união homoafetiva".

Os internautas reagiram quase imediatamente. As palavras “Levy” e “aparelho excretor” foram para nos trending topics do Twitter brasileiro. Poucos minutos depois, a hashtag “LevyVocêÉNojento” ganhou força e virou um dos assuntos mais comentados na web. Um grupo chamado "Diga não à Homofobia" chegou até a criar uma campanha convocando o internauta a denunciar o político ao Ministério Público Federal (MPF) por homofobia.

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