Declarações de Levy Fidelix contra gays são citadas em debate da TV Globo

Por Anderson Passos - iG São Paulo |

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Maringoni (PSOL) classificou a postura de presidenciável como inaceitável; Ciglioni defendeu colega por "livre manifestação"

As declarações homofóbicas do nanico Levy Fidelix (PRTB) em debate da TV Record no último domingo (28) geraram repercussão entre os concorrentes ao governo de São Paulo, no último debate transmitido nesta terça-feira (30) pela TV Globo.

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Entenda: Discurso agressivo de Levy Fidelix contra gays gera revolta nas redes sociais

Gilberto Maringoni (PSOL) acabou introduzindo o tema. Admitindo que o assunto estava fora do contexto do debate e da pauta da emissora, o candidato aproveitou uma pergunta de Gilberto Natalini (PV) sobre poluição do ar, disparou que a homofobia era "inaceitável".

Veja imagens do debate da TV Globo nesta terça-feira:

Candidatos ao governo de São Paulo participaram na noite desta terça-feira (30) do último debate antes do primeiro turno das eleições. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressLíder nas pesquisas e candidata à reeleição, Geraldo Alckmin participou do encontro com concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: ReproduçãoSegundo nas pesquisas, Paulo Skaf (PMDB) foi pouco atacado neste debate da Rede Globo, realizado nesta terça-feira. Foto: ReproduçãoAlexandre Padilha (PT) atacou o rival tucano inúmeras vezes no debate com os temas falta de água e saúde pública. Foto: ReproduçãoO jornalista César Tralli foi o mediador do último debate antes do primeiro turno das eleições. Foto: ReproduçãoLaércio Benko (PHS) também participou do encontro e se declarou contra a reeleição em cargos legislativos. Foto: ReproduçãoGilberto Maringoni (PSOL) usou seu tempo de resposta para criticar o presidenciável Levy Fidelix e "o discurso homofóbico". Foto: ReproduçãoGilberto Natalini, representante do PV, também participou do debate na TV Globo nesta terça-feira. Foto: ReproduçãoWalter Ciglioni (PRTB) defendeu o colega de partido Levy Fidelix, dizendo que as pessoas precisam 'respeitar a liberdade de expressão'. Foto: ReproduçãoEncontro com concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes é o último antes do primeiro turno das eleições, realizado no dia 5 de outubro. Foto: Reprodução

Os jornalistas que acompanham num espaço separado o debate acabaram se divertindo com a reação de Natalini à uma resposta de Maringoni. Visivelmente constrangido, o candidato do Partido Verde não comentou o caso e logo aproveitou para reforçar suas propostas de governo. 

Na abertura do bloco seguinte, um atrapalhado Walter Ciglioni, do mesmo partido do presidenciável Fidelix, saiu em defesa do nanino dizendo ainda que o Artigo 5º da Constituição garante a livre manifestação e a liberdade de expressão.

Entenda o caso

A participação Fidelix passou despercebida até o terceiro bloco do debate da TV Record, quando foi questionado por Luciana Genro (PSOL) sobre a união homoafetiva. Considerando a questão "um jogo pesado", o candidato do aerotrem disparou um discurso agressivo e despertou o ódio nas redes socias.

Reprodução
Comentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter

"Os homossexuais, travestis e lésbicas sofrem violência constante. Por que as pessoas que defendem tanto família se recusam a reconhecer como família um casal do mesmo sexo?", perguntou Luciana. Visivelmente desconfortável, Fidelix respondeu: "Jogo pesado essa agora, hein? Pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: aparelho excretor não reproduz. Eu presidente da República não vou estimular a união homoafetiva".

Os internautas reagiram quase imediatamente. As palavras “Levy” e “aparelho excretor” foram para nos trending topics do Twitter brasileiro. Poucos minutos depois, a hashtag “LevyVocêÉNojento” ganhou força e virou um dos assuntos mais comentados na web. Um grupo chamado "Diga não à Homofobia" chegou até a criar uma campanha convocando o internauta a denunciar o político ao Ministério Público Federal (MPF) por homofobia.

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