Presidente da OAB-DF nega reativação de registro para Joaquim Barbosa

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Comissão da OAB-DF irá analisar se acolhe ou não o pedido definitivamente; Ex-presidente do Supremo manteve queda de braço com a advocacia

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa teve negado um pedido protocolado junto à seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal (DF) para a reativação de seu registro de advogado.

ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Joaquim Barbosa aguarda posição definitiva da OAB-DF para voltar a atuar como advogado

A negativa partiu do presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, que alegou que, enquanto presidente da Corte Suprema do País, Joaquim Barbosa feriu o Estatuto da Advocacia. Uma comissão da OAB-DF dará a palavra final sobre a reativação ou não do registro profissional de Joaquim Barbosa. 

A aposentadoria de Joaquim Barbosa foi publicada no último dia 31 de julho pelo Diário Oficial. Em agosto, o ministro Ricardo Lewandowski passou à Presidência do Supremo.

Polêmicas

O ministro aposentado teve uma trajetória tensa com a advocacia e com colegas de Corte. No dia 11 de junho passado, Barbosa mandou retirar o advogado Luiz Fernando Pacheco, defensor do ex-deputado federal e ex-presidente do PT, José Genoino. Pacheco pediu para usar a tribuna da Corte, sem que tivesse autorização para falar em defesa de seu cliente que sofria de doença cardíaca. Barbosa determinou que Pacheco fosse retirado pela segurança do STF, sem conceder a palavra ao defensor.

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, durante sessão em que expulsou o advogado de José Genoino (11/06/2014). Foto: Carlos Humberto/SCO/STFBarbosa anunciou em 29 de maio sua aposentadoria do STF. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaIndicado pelo ex-presidente Lula, Barbosa está no Supremo desde 2003. Foto: STF / DivulgaçãoBarbosa foi o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo. Foto: STF / DivulgaçãoBarbosa protagonizou discussões históricas em plenário com praticamente todos os colegas. Foto: Agência STFDurante o julgamento do mensalão, Barbosa e Lewandowski bateram boca várias vezes. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDentro do STF, Barbosa é conhecido como membro que normalmente não recebe advogados e com perfil desagregador. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBarbosa ganhou projeção durante o julgamento do mensalão e foi aclamado pelo público. Foto: Futura PressBarbosa também é visto por seus colegas como homem que não gosta de ouvir críticas nem de ser contrariado . Foto: Nelson Jr./SCO/STFBarbosa poderia ficar na Corte por mais 11 anos, já que ele tem 59 anos. Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STFA expectativa é que Barbosa entre para a política, porém não pode se candidatar este ano. Foto: Agência STFNo auge da repercussão do julgamento, Barbosa foi assediado por diversas legendas . Foto: Divulgação/Ascom/Governo de MGPela legislação eleitoral, entretanto, magistrados devem se desincompatibilizar seis meses da eleição . Foto: Divulgação/STF

Em outro episódio, durante uma sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de maio desse ano, Barbosa sugeriu que advogados "acordam às 11 da manhã" e revoltou a categoria.   

Relator do Mensalão - a Ação Penal 470 - Barbosa acusou o colega Ricardo Lewandowski de fazer "chicana" ou manobras para atrasar o julgamento. Também teve conflitos durante o julgamento com o colega Luís Roberto Barroso, quando a Corte passou a discutir a dosimetria - o tempo - das penas dos réus.


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