Redução do número de cesarianas é uma das principais reivindicações do Fundo das Nações Unidas para a Infância , que consta de documento entregue aos presidenciáveis

Brasil Econômico

As cesarianas respondem por 56% dos partos no Brasil. É a maior taxa do mundo. Quando necessária, pode salvar a vida da mãe e do bebê. Quando realizada sem necessidade, aumenta os riscos de infecções, hemorragias e danos a órgãos internos e pode levar a mãe à morte. Um estudo entre 1,4 milhão de partos mostrou que o risco de óbito é dez vezes maior para a gestante em cesarianas. A taxa de morte em partos normais é de 0,2 para 100 mil. Por isso, reduzir o número de cesarianas no Brasil tornou-se uma das principais reivindicações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Essa e outras seis propostas da área da infância serão encaminhadas aos candidatos à Presidência da República, a governos de estados e ao Legislativo nestas eleições.

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As propostas integram a Agenda da Infância 2015-2018, apresentadas aos políticos em encontros marcados pelo Unicef. Entre os presidenciáveis, o primeiro a assinar o compromisso foi Eduardo Jorge (PV). Luciana Genro (PSOL) solicitou o documento para analisá-lo e Aécio Neves (PSDB) já se reuniu com o órgão da ONU. As propostas serão entregues à presidenta Dilma (PT) nos próximos dias. As outras reivindicações são: eliminar as mortes de crianças menores de um ano e a mortalidade infantil indígena; garantir que crianças e adolescentes de quatro a 17 anos tenham acesso a escolas públicas inclusivas e de qualidade; reduzir as altas taxas de homicídio de crianças e adolescentes; garantir o acesso à Justiça; assegurar que crianças e adolescentes participem da vida democrática do País; e garantir a atenção “humanizada e especializada” aos jovens nos serviços de saúde.

Veja imagens da campanha presidencial: 

Os desafios de Alckmin para 2018

Com a possível vitória no primeiro turno na eleição para o governo paulista, o tucano Geraldo Alckmin volta a ser um dos principais nomes do partido no nível nacional. Ainda mais caso Aécio Neves termine a disputa presidencial na terceira colocação. Mas, caso queira ser o presidenciável do PSDB em 2018, Alckmin não terá vida fácil. Colegas de partido não esqueceram o mau desempenho dele em 2006, quando conseguiu perder mais de dois milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno. Além disso, sua gestão tem entrado em atrito com os interesses de outros estados, como na questão do ICMS e na disputa com o Rio pela água.

Base empresarial

As propostas econômicas dos três principais presidenciáveis serão debatidas nesta segunda-feira (29), em São Paulo, pelo PNBE. O economista Rodrigo Sabbatini (Unicamp) fala pela equipe de Dilma. O ex-deputado Maurício Rands representa Marina e o ex-presidente da Usiminas e da Vale, Wilson Brumer, Aécio.

Gleisi usa ataques de Dias a Richa

Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao governo do Paraná, conseguiu na Justiça o direito de manter no ar um vídeo contra o governador Beto Richa (PSDB), que busca a reeleição. É uma entrevista dada no ano passado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) em que ele acusa o colega de partido de “incompetência e desonestidade”. Em 2012, quando se afastou do comando do PSDB no Estado, Dias já o havia acusado de “nepotismo, fisiologismo escancarado e loteamento sem escrúpulos”.

Olivio Dutra consegue apoio no PSOL

Candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, o petista Olivio Dutra conseguiu o apoio de alguns líderes do Psono Estado. O ex-governador está em uma disputa que promete ser acirrada até o final contra o jornalista Lasier Martins (PDT). Outro candidato forte que está na disputa pelo cargo é o senador Pedro Simon (PMDB), que tenta a reeleição.

Já fui ministro e agora só aceitaria com certas condições” - Cristóvam Buarque, ex-ministro da Educação, ao jornal “El País”, sobre um eventual cargo no governo de Marina Silva, caso ela ganhe as eleições

*Com Leonardo Fuhrmann

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