No último comício do primeiro turno, presidente fez campanha ao lado de Lula, que atacou a imprensa e o PSDB

Na noite desta segunda-feira (29), a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) criticou o silêncio do PSDB sobre a participação do Governo Federal na construção de obras de infraestrutura em mobilidade urbana, principal mote da campanha eleitoral tucana. Ao lado do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, Dilma fez comício no bairro do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. Este foi o último evento deste tipo da campanha dela no primeiro turno.

“As obras de Alckmin foram construídas com dinheiro do Governo Federal. Muita coisa daqui passa pelo Governo Federal”, disse a presidente, se referindo as obras do monotrilho, rodoanel e metrô. Em seguida, Dilma afirmou que não há obra do programa habitacional Minha Casa Minha Vida em São Paulo que não tenha recursos federais.

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Dilma Rousseff (PT) faz campanha no bairro paulista do Campo Limpo com Alexandre Padilha, candidato petista ao governo de SP, e com o ex-presidente Lula (29/09)
Divulgação/PT
Dilma Rousseff (PT) faz campanha no bairro paulista do Campo Limpo com Alexandre Padilha, candidato petista ao governo de SP, e com o ex-presidente Lula (29/09)


Dilma disse ainda que quem quiser continuar avançando em relação às mudanças e nos programas sociais tem que votar no PT. “Fui eleita para dar continuidade as obras do Lula. Tenho experiência, capacidade e competência para levar o Brasil no rumo certo”, discursou a petista, que estava com voz rouca.

Num tom dramático, Dilma exortou a população a refletir sobre qual candidatura presidencial tem força para fazer as mudanças que o Brasil necessita. “Domingo, os destinos do País estará em questão.”

Ataque à imprensa

Ao discursar, o ex-presidente lembrou que Campo Limpo foi o local do primeiro comício de sua campanha a governador em 1982. Logo depois, Lula mais uma vez atacou a imprensa.

“Dilma, você é muita nova para saber que a imprensa sempre foi muito conservadora. Mas antigamente tinha os donos dos jornais que a gente podia conversar. Hoje, terceirizaram tudo. O dono não apita mais. Quando eu queria direito de resposta, eu falava com os donos. Ligava para o Roberto Marinho de O Globo, o velho [Otávio] Frias da Folha de S. Paulo, os Mesquitas do Estadão”, discursou Lula. “Eu queria que você entendesse porque existe tanta perseguição com o PT”, prosseguiu.

Ressaltando que não há nenhum candidato mais qualificado do que Dilma para governar o Brasil pelos próximos quatro anos, Lula aproveitou para alfinetar o tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição ao governo de São Paulo e adversário do petista Alexandre Padilha.

“Se as coisas em São Paulo estão ruins, como é que tem gente votando no Alckmin. São Paulo por ser o mais rico do País deveria dar uma lição”, concluiu Lula.

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