Presidente e candidata à reeleição pelo PT defendeu o papel do banco no financiamento de obras de infraestrutura

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) acusou os principais adversários, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), de tratarem de maneira leviana o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que em atua no financiamento de obras de infraestrutura e de investimentos de grandes e médias empresas.

“Meus adversários, Marina e Aécio, querem diminuir o BNDES, um deles quer extinguir o BNDES e outro quer reduzir o papel dos bancos públicos. O papel do BNDES não pode ser tratado como foi na campanha”, declarou a presidente, num conversa com jornalistas num hotel de São Paulo. Ainda na noite desta segunda, a petista participa na capital paulista de um comício com ex-presidente Lula no bairro de Campo Limpo, na Zona Sul.

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Em hotel de São Paulo, Dilma Rousseff (PT) defendeu o papel do BNDES (29/09)
Gabriela Bilo/Futura Press
Em hotel de São Paulo, Dilma Rousseff (PT) defendeu o papel do BNDES (29/09)


Para defender a atuação do banco, Dilma citou vários dados, como o fato do BNDES representar 84% dos investimentos industriais. Ela também disse que a instituição tem capital investido nas mil maiores empresas do País, num total de 783 companhias.

“E essas 783 empresas respondem por 84% do investimento na indústria. Então, fica muito evidente que o BNDES tem um grande poder de desenvolver projetos junto a empresas em várias áreas”, defendeu a presidente. “Não é um banco qualquer. O BNDES é um banco grande, dá lucro [R$ 5,5 bilhões] e tem uma baixa de inadimplência [00,6%]”, completou.

Da mesma maneira, o banco tem um papel fundamental na geração de empregos, segundo Dima. “O BNDES tem papel estratégico na estruturação dos projetos de longo prazo. Ele é um dos poucos bancos do Brasil que financiam investimentos em um horizonte de mais de 15, 20 anos.”

“É muito difícil ter uma obra de energia elétrica, tanto na área de transmissão quanto na área de geração, por exemplo, hidrelétrica, sem ter o BNDES presente como um dos maiores agentes financeiros”, prosseguiu Dilma, ressaltando o banco.

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Tanto Marina quanto Aécio acusaram Dilma e o PT de financiarem apenas empresas aliadas, sem critérios estritamente técnicos. "Um factóide para carimbar no BNDES algo que não deve ser carimbado, que é que o BNDES privilegia esse ou aquele. O banco não faz isso. É inclusive uma desvalorização de um patrimônio do Brasil”, disse Dilma, rebatendo as acusações dos adversários.

Questionada, Dilma evitou falar sobre apoio de outras candidaturas adversárias no segundo turno.

“Meu palanque ainda não foi concluído. Não vou me precipitar achando que tudo já foi resolvido. Só depois de abertas às urnas e do voto contadinho, vou tratar do segundo turno”, afirmou Dilma.

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