Com atraso, presidenciáveis criticam declarações homofóbicas de Levy Fidelix

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Dilma, Marina e Aécio falaram em coletivas de imprensa; Eduardo Jorge e Luciana Genro tuitaram para se manifestar

Com atraso em relação aos nanicos Eduardo Jorge (PV) e Luciana Genro (Psol), os três primeiros colocados na corrida presidencial - Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) criticaram, na tarde desta segunda-feira (29), durante entrevistas coletivas, as declarações homofóbicas ditas durante debate da Rede Record, na noite deste domingo (28), pelo candidato Levi Fidelix (PRTB).

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"Sou contra a homofobia. O Brasil já atingiu um patamar de civilidade suficientemente alto para não conviver mais com a discriminação que leve à violencia. A homobobia tem que ser criminalizada" , disse a atual presidente, citando a confirmação da união estável pelo Superior Tribunal Federal (STF) para pessoas do mesmo sexo, que dá prevê direitos como adoção e herança. "Esses principios já são adotados por mim em relação a funcionários público", afirmou durante coletiva de imprensa em São Paulo. 

Já Marina, também questionada por jornalistas, classificou à fala de seu adversário como "intorelante".

"É uma visão de completa intolerância com a diversidade social, cultural, que caracteriza o nosso País, com o respeito que se deve ter às pessoas, independente da condição social, cor e orientação sexual", disse durante coletiva em Caruaru (PE).

O tucano Aécio, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, disse que a declaração de Fidelix é "lamentável".

"Lamentável. O nosso repúdio absoluto àquelas declarações. E, como já disse mais de uma vez, na minha avaliação, todo tipo de discriminação é crime. Homofobia também", declarou Aécio ao ser questionado pelos jornalistas, durante caminhada pelo centro de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo.

Veja o vídeo com as declarações do candidato Fidelix

As declarações foram dadas por Fidelix após ser questionado por Luciana sobre casamento homoafetivo igualitário durante o debate.

"Pelo que vi na vida, dois iguais não fazem filho. E digo mais: aparelho excretor não reproduz. Eu presidente da República não vou estimular a união homoafetiva". Fidelix continuou: "Você já imaginou o Brasil, tendo 200 milhões de habitantes, se começar com isso, vai passar a ter 100 milhões. Se você for para a Paulista vai ver que está feio o negócio". Para o candidato, que não aparece nas pesquisas de intenções de voto, os gays precisam de "atendimento psicológico e bem longe da gente". As declarações geraram revolta dos internautas nas redes sociais.

Nanicos usam Twitter

Apesar de não criticar o adversário durante a réplica a que tinha direito ainda durante o debate, Luciana usou ontem mesmo, sua conta no Twitter para se posicionar contra Fidelix.

"Absurdas as afirmações homofóbicas de Levy. Mais do que nunca é necessária a criminalização da homofobia. O discurso de ódio não deve ter voz", escreveu.

Candidato do PRTB recebeu ataques de eleitores por sua posição contra a comunidade LGBT. Foto: Página pessoal do FacebookLevy Fidélix também foi atacado pela militância de Luciana Genro. Foto: Facebook/ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: ReproduçãoComentário de Levy Fidelix causou revolta nas redes sociais e virou o assunto mais comentado no Twitter. Foto: Reprodução

O candidato do PV também utilizou o Twitter para, mais uma vez se colocar a favor da criminalização da homofobia. "Hoje vocês viram o quanto é necessário uma legislação que criminalize a homo/lesbo/transfobia, equiparando-as aos crimes de racismo né?"

Dilma Rousseff (PT) ainda não se manifestou.

Programa de governo tucano

O candidato Aécio também aproveitou a caminhada em São Bernardo do Campo para explicar como vai divulgar o seu programa de governo. Entre os três primeiros colocados, apenas Marina Silva divulgou o dela, sendo duramente criticada pelos por voltar atrás em temas como a criminalização da homofobia e por citar de maneira superficial o pré-sal.

"O nosso programa de governo terá uma premissa e quatro grandes eixos. A premissa são as liberdades individuais e coletivas. A liberdade de imprensa e a liberdade de opinião. A partir daí, nós teremos quatro eixos", disse o tucano.

Segundo ele, o programa será divulgado pela rede social Facebook, com a participação dos coordenadores das áreas, respondendo as dúvidas de internautas. Cada dia um coordenador explicará as propostas de sua respectiva área. Os encontros online acontecerão até sexta-feira (3), dois dias antes das eleições.

Dilma não deve divulgar o seu programa de governo. 

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