Tucanos presentes evitaram imprensa. Plateia ficou dividida entre petistas à direita do palco e marineiros à esquerda

Principais cabos eleitorais do presidenciável Aécio Neves (PSDB) em São Paulo, o candidatos tucanos José Serra (Senado ) e Geraldo Alckmin (governador) não deram as caras no debate deste domingo (28) na TV Record, ocorrido na capital paulista.

Candidatos do PSDB ao Planalto nas últimas eleições, Alckmin e Serra deixaram a rivalidade de lado e apareceram juntos com Aécio em diversas agendas no Estado, especialmente antes do “fenômeno Marina”, que lhe tirou o segundo lugar nas pesquisas.

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Aécio não contou com prestígio dos correligionários Alckmin e Serra no debate da Record
Reuters
Aécio não contou com prestígio dos correligionários Alckmin e Serra no debate da Record


A ausência dos dois não foi a única sentida. Espremidos no meio da arquibancada, poucos tucanos de fato apareceram. Os que apareceram preferiram a discrição. Foi o caso de Alberto Goldman, coordenador paulista da campanha de Aécio, que evitou a imprensa. Andreas Matarazzo só se levantava com o celular na mão e José Anibal poupava entrevistas.

No fim, a plateia ficou dividida entre petistas à direita do palco e marinheiros à esquerda. A comitiva da presidente levou até o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, que fazia companhia a Eduardo Suplicy – candidato ao Senado – e ao presidente do partido, Rui Falcão.

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No time de Marina estava a já inseparável Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, e até Luiza Erundina, que andava sumida na campanha. Deslocado, Roberto Amaral, presidente do PSB, acompanhava o debate calado, separado de Neca pela bolsa dela.

A tensão entre o grupo de Marina e a cúpula do PSB aumentou depois que Amaral tentou emplacar sua reeleição antes do primeiro turno, o que enfureceu o vice de Marina, Beto Albuquerque. Ele conseguiu adiar a eleição no partido ao alegar o perigo que a divisão na sigla poderia acarretar à campanha presidencial. 

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