Coordenador do programa de Marina ironiza argumento da petista de que tirou Paulo Roberto Costa da estatal

Rands: 'ela o demitiu depois de conviver todo esse tempo'
Vitor Sorano/iG - 29.9.14
Rands: 'ela o demitiu depois de conviver todo esse tempo'

O coordenador de programa de Marina Silva (PSB) , Maurício Rands, ironizou nesta segunda-feira (29) a declaração da presidente Dilma Rousseff (PT), feita no domingo (28), de que foi a responsável por demitir o então diretor da Petrobras , Paulo Roberto Costa , preso pela Policia Federal no âmbito de operação contra lavagem de dinheiro oriundo de corrupção na estatal.

"Na verdade ela demitiu depois de ter convivido com ele durante todo esse tempo, não é?", disse Rands, durante evento do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE).

Costa foi diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 e 2012. O órgão está subordinado ao Conselho de Administração da companhia, que Dilma presidiu entre 2003 e 2010 - quando foi substituída pelo atual ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Durante o debate entre os presidenciáveis na TV Record, que foi ao ar no domingo (28), Dilma usou a demissão e a prisão de Costa na Operação Lava-Jato, da PF, como argumento de que seu governo tem combatido a corrupção.

"Na verdade, uma coisa tem que ficar clara: quem demitiu o Paulo Roberto fui eu", disse Dilma ainda no primeiro bloco. "Eu dei autonomia para a Policia Federal para prender o senhor Paulo Roberto e os doleiros todos", afirmou, no terceiro bloco, após questionamento de Aécio Neves , o candidato do PSDB.

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Rands contrapôs as promessas de Dilma para o problema ao fato de a presidente ainda não ter regulamentado a legislação que permite a responsabilização de empresas em casos de corrupção. A lei foi aprovada em 2013 pelo Congresso, mas, segundo o pessebista, ainda aguarda um decreto presidencial para vigorar completamente.

"Agora, no finalzinho da campanha eleitoral, ontem [ domingo ] no debate ela dizer que tem propostas para combater a corrupção.... um governo que podia ter sido mais duro com a corrupção, para dizer o mínimo, e que sequer regulamentou, editou o decreto que regulamenta a lei 12846/2013", criticou.

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