Alckmin, Skaf e Padilha trocam ataques duros em debate

Por iG São Paulo |

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Falta de água e problemas nas áreas da saúde, presídios e segurança provocaram momentos mais tensos do embate promovido pela TV Record com candidatos ao governo de SP

Os principais candidatos ao governo de São Paulo participaram na noite desta terça-feira (26) de um debate na TV Record. Durante o embate, o líder das pesquisas de intenção de voto, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou dirigir perguntas aos dois principais adversários, Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha.Os três oponentes, no entanto, trocaram ataques durante as duas horas de duração do programa. 

Poucas horas antes do debate, o Datafolha divulgou mais uma pesquisa de intenção de voto, que novamente mostrou o candidato do PSDB com larga vantagem sobre os adversários, vencendo as eleições ainda no primeiro turno, se o pleito fosse hoje. Segundo o levantamento, Alckmin tem 51%, Skaf, 22%, e Padilha, 9%.

Datafolha:  Geraldo Alckmin tem 51%, Paulo Skaf, 22%, e Alexandre Padilha, 9%

Candidatos ao governo de São Paulo enfrentaram debate na TV Record nesta sexta-feira (26). Foto: Paulo Pinto / AnalíticaAtual governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, durante debate na TV Record nesta sexta. Foto: Reprodução/TVSegundo nas pesquisas, Paulo Skaf (PMDB) usou suas respostas para se defender de acusações dos rivais. Foto: Reprodução/TVPetista Alexandre Padilha, que ocupa o terceiro lugar nas pesquisas, usou o seu tempo para atacar o rival tucano. Foto: Reprodução/TVGilberto Natalini (PV) estava entre os candidatos ao governo de São Paulo que participaram de debate na TV Record. Foto: Reprodução/TVCandidato Laércio Benko (PHS) participou de debate na TV Record nesta sexta. Foto: Reprodução/TVWalter Ciglioni (PRTB) foi criticado por jornalista da Record por não saber o nome do candidato a vice-presidente do seu partido. Foto: Reprodução/TVNo bloco 'candidato pergunta para candidato', Skaf direcionou um questionamento ao rival Gilberto Maringoni, do PSOL. Foto: Reprodução/TVEm outro momento, Maringoni (PSOL) direcionou pergunta ao candidato Gilberto Natalini, representante do PV. Foto: Reprodução/TVCiglioni (PRTB) escolheu fazer uma pergunta ao candidato Alexandre Padilha (PT), que aproveitou o tempo de resposta para criticar Alckmin. Foto: Reprodução/TVBenko (PHS) realizou uma pergunta ao petista Padilha sobre as promessas de campanha do PT. Foto: Reprodução/TVCiglioni (PRTB) questionou Skaf (PMDB) sobre supostas cobranças do SESI e foi classificado pelo peemedebista de 'mal informado'. Foto: Reprodução/TVPadilha ao lado de Eduardo Suplicy, candidato ao Senado, antes do debate da Record nesta sexta (26). Foto: iG São PauloPaulo Skaf (PMDB) nos bastidores do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, promovido pela TV Record . Foto: Divulgação/PMDB

Além de Alckmin, Skaf e Padilha, também participaram os candidatos Laércio Benko (PHS), Gilberto Natalini (PV), Gilberto Maringoni (PSOL) e Walter Ciglioni (PRTB).

Já no início do debate, Skaf atacou Alckmin, dizendo que o tucano não gasta bem os recursos que têm para a área educacional. “Ele gasta muito mal em São Paulo. A educação é muito ruim em São Paulo”, criticou o peemedebista.

Alckmin, por sua vez, atacou o peemedebista, dizendo que ele passou a cobrar taxas em escolas ligadas à Federação de Indústrias de São Paulo. Skaf é presidente licenciado da entidade.

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“Candidato Skaf mentiu, prometeu que não ia cobrar e não cumpriu”, criticou Alckmin, que foi atacado por Padilha. O petista tentou colar no tucano a pecha de candidato da elite.

“O que você acha de um governador que tira dos pobres para dar aos mais ricos. Alckmin retirou leitos do SUS para destinar aos mais ricos”, criticou o petista.

Alckmin contra-atacou. “O Padilha tenta se vitimizar, mas na realidade a vítima é o usuário do SUS, porque ele deixou de investir R$ 12 bilhões”, disse o tucano, lembrando a gestão do petista no ministério da Saúde.

Crise hídrica

Padilha e Skaf não foram os únicos a atacar. Benko, por exemplo, criticou a crise de abastecimento de água no Estado. "Não foram feitos investimento de captação, [houve] aumento da população, o desperdício é de 30% antes de chegar ao cidadão. Não concordamos com a privatização de 49% da Sabesp, com o dinheiro que vai para os investidores na bolsa de Nova York daria para ter feito as obras que eram necessárias”, apontou o candidato do PHS.

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Para Alckmin, a crise hídrica não é acontece por falta de investimentos, mas por um problema ambiental. "É a maior crise de estiagem dos últimos 84 anos. Estamos preparados, terminou o inverno e não acabou a água", justificou.

Celulares em presídios e estupros

Centrando seus ataques a Alckmin na área da segurança, Skaf disse que São Paulo vive uma onda de estupros. "Eu como governador, vou proteger as mulheres do meu Estado", prometeu o peemedebista.

Padilha também falou sobre o assunto: “Vou instalar as delegacias de defesa a mulheres funcionando 24 horas, de segunda a segunda. Vou trazer a São Paulo as unidades móveis de policiamento [do Governo Federal], que o governo do Estado não quis aderir.”

Ainda na questão da segurança, Skaf acusou Alckmin de não cumprir a promessa de instalar dispositivos que impeçam a comunicação de presos para fora dos presídios. O tucano negou. "Colocamos bloqueadores de sinal de celular em penitenciárias. Reduzimos os homicídios no Brasil inteiro, das 50 cidades mais violentas do mundo nenhuma é de São Paulo”, disse o candidato do PSDB.

Paulo Pinto/ Analítica
Candidatos se posicionam pouco antes do debate da TV Record


Considerações finais

No final do debate, os candidatos tiveram oportunidade de se dirigir aos eleitores. Na sua fala, Alckmin alfinetou o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). "Temos quatro vezes o PIB da Argentina. Aqui se valoriza quem trabalha. Nós crescemos mais do que o Brasil, desse Governo Federal.”

Skaf foi em direção contrária, dizendo que o Estado perdeu o protagonismo nos 20 anos que o PSDB está no governo de São Paulo. “Tem duas formas de medir a força de um Estado. Força política e crescimento econômico. São Paulo deixou de ser a locomotiva, não há candidato à Presidência que seja paulista. Os serviços são ruins, todos.”

Já Padilha procurou colar sua imagem a do Governo Federal. “Ficou nítido o confronto de ideias. O daqueles que governam há mais de 20 anos e o daquele que eu represento. Um projeto iniciado pelo presidente Lula e da presidenta Dilma, dos quais eu tive prazer de fazer parte. ”

Mais: 'Ataques de adversários demostram desespero', diz líder de campanha tucana

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