PMDB acusa PF de agir para intimidar Lobão Filho (PMDB), aliado de Sarney

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Nos bastidores, partido suspeita de ação do delegado regional da cidade de Imperatriz, Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior, filho de um ex-prefeito

O presidente nacional do PMDB e vice-presidente da república, Michel Temer (PMDB), divulgou uma nota na qual condena uma ação da Polícia Federal (PF) realizada no Maranhão para apurar denúncias de compra de votos contra o candidato ao governo do Estado, Lobão Filho (PMDB), filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Divulgação/EBC
Temer disparou contra operação da PF contra filho do ministro Edson Lobão

A abordagem ocorreu na noite de quarta-feira (24), na cidade de Imperatriz, a segunda maior do Maranhão. Segundo o PMDB, seis homens identificados como policiais federais abordaram Lobão Filho e o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PMDB), candidato ao senado no Maranhão, no aeroporto de Imperatriz, revistaram eles e a aeronave na qual eles embarcariam em busca de dinheiro. Nada foi encontrado, conforme o PMDB.

Em nota oficial, Temer disse que repudia a ação da PF. “O diretório nacional do PMDB repudia a ação de integrantes da Polícia Federal, que abordaram de armas em punho a comitiva do candidato a governador do Maranhão, senador Edison Lobão Filho, no aeroporto da cidade de Imperatriz na noite desta quarta-feira”

Temer classificou a ação como “inadmissível”, “intimidatória” e insinuou que foi um ato deliberado. “Sob o pretexto de buscar recursos ilegais de campanha, foram feitas buscas na aeronave, nos automóveis e na bagagem dos membros da comitiva, numa ação intimidatória que, ao final, nada encontrou de irregular”, afirmou Temer. “O procedimento foi baseado em denúncia anônima durante o curso da disputa eleitoral intensa. No estado democrático de direito é inadmissível que forças policiais sejam instrumentalizadas para atingir candidaturas legitimamente constituídas”, finaliza a nota.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também divulgou nota contra a operação da PF. Para Calheiros, o filho do ministro de Minas e Energia foi abordado "forma intimidatória e anômala quando regressava de uma atividade político-partidária no interior de seu Estado".

Para Calheiros, "Edison Lobão Filho é um senador no exercício de suas atividades político-partidárias. Ações desencadeadas com base em denúncias anônimas, em pleno processo eleitoral, só se prestam a explorações políticas.

As instituições brasileiras devem estar zelosas de suas funções sem, entretanto, descambar para a exploração político-partidária".

Nos bastidores, entretanto, o PMDB do Maranhão acusa que a ação tenha sido comandada pelo delegado regional de Imperatriz, Paulo de Tarso Cruz Viana Júnior. O delegado é filho do ex-prefeito de uma cidade chamada Sítio Novo do Maranhão, Paulo Cruz Viana. A PF até o momento não se manifestou oficialmente sobre a operação no Estado.

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