Em entrevista ao iG, candidato ao Senado por São Paulo critica principal sigla aliada de Dilma e reconhece que PMDB tem feito o Governo Federal refém no Congresso Nacional

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP)  ataca o PMDB , principal aliado da petista Dilma Rousseff, por barganhar cargos em troca de apoio político.

“Eu acho que o PMDB às vezes age com esse tipo de barganha, de toma lá, da cá, que eu não acho saudável”, afirma Suplicy, em entrevista ao programa Opinião, do iG . Ele foi entrevistado por Tales Faria, publisher do portal, Rodrigo de Almeida, diretor de Jornalismo, Clarissa Oliveira, diretora da sucursal de Brasília, e Vitor Sorano, repórter.

Perguntado, o senador reconheceu que os governos do PT se deixaram tornar reféns do PMDB no Câmara dos Deputados e no Senado.

“Eu acho que aconteceu algumas vezes esse tipo de tentativa de dificultar as relações do governo e do Congresso Nacional e eu acho que não são as relações mais saudáveis, e isso não apenas para o PMDB, mas para outros”, opinou o senador e candidato à reeleição. 

Suplicy está atrás nas pesquisas de intenção de voto, algo inédito desde 1990, quando venceu sua primeira eleição ao Senado. O Ibope, divulgado na última terça-feira (23), lhe dá 25% ante 34% do ex-governador José Serra (PSDB) . No Datafolha, os números são 31% e 34%, respectivamente, o que configura empate técnico.

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O petista, porém, evitou dizer que este pleito seja o mais complicado nesses 24 anos. “Está sendo uma eleição difícil, e eu respeito os meus adversários”, argumenta Suplicy. [ Mas ] toda eleição é difícil."

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