Paulo Roberto Costa pode voltar à CPMI da Petrobras

Por iG São Paulo - * | - Atualizada às

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Os integrantes da CPMI agendaram reunião com ministros do STF para a próxima terça-feira (23), para solicitar informações sobre a delação premiada do ex-diretor.

Depois de uma primeira tentativa frustrada de ouvir o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na última terça-feira (16) - não respondeu à nenhuma pergunta dos parlamentares na sessão do começo da semana - o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), ainda espera contar com um depoimento esclarecedor do ex-diretor da estatal. 

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ex-diretor da Petrobras silencia na CPMI da estatal no Congresso

Dessa vez, Marco Maia, juntamente com os demais integrantes da CPMI, tentará ter acesso aos termos do acordo de delação premiada do ex-diretor da estatal em reunião com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) agendada para a próxima terça-feira (23).

Os parlamentares tentarão ainda saber em que prazo poderão ter acesso aos documentos do inquérito que tramita na Corte. Também está em negociação uma reunião dos integrantes da CPMI da Petrobras com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Presidente da CPMI da Petrobras, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) já pediu a prorrogação até 23 de dezembro do prazo para a apresentação do relatório final. O prazo original para a conclusão dos trabalhos era em 23 de novembro.

Oposição

Pelo lado da oposição, as investidas ficaram em torno de protocolar novos requerimentos. De um conjunto de 14 pedidos, estão convocações, quebras de sigilo e cópias de documentos. O objetivo é desvendar uma possível conexão entre o doleiro Alberto Youssef e o Mensalão.

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Sem depoimento de Paulo Roberto Costa, CPMI da Petrobras agora depende do STF

Ex-diretor de Abastecimento e Refino fica em silêncio em CPMI

Um dos requerimentos, do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), pede a convocação do empresário mineiro Marcos Valério, que cumpre pena em regime fechado após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do Mensalão.

Ao justificar o requerimento, o deputado informa que a Polícia Federal apreendeu no escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, um contrato de empréstimo no valor de R$ 6 milhões entre Valério e o empresário do ABC paulista Ranan Maria Pinto.

Onyx destaca ainda que na capa do contrato estava escrito à mão as palavras “Confidencial” e “Enivaldo”. Na opinião do parlamentar, trata-se de Enivaldo Quadrado, condenado a prestar serviços comunitários pelo STF na ação penal do Mensalão. Enivaldo também foi preso em março desde ano na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que desmontou o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que Youssef é acusado de integrar.

* com Agência Câmara e Agência Senado

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