Um dos coordenadores de campanha do Pastor Everaldo ao Planalto admite que evangélicos devem aderir em massa ao projeto de governo de Marina Silva no segundo turno

O PSC é um dos poucos partidos com candidatura própria à Presidência da República que discute abertamente o destino que terá depois de cinco de outubro: os evangélicos migrarão em massa para a campanha da candidata do PSB, Marina Silva , caso esta chegue mesmo ao segundo turno.

Presidente do PSC paulista acredita em migração de votos para Marina Silva
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Presidente do PSC paulista acredita em migração de votos para Marina Silva

“Seria a primeira vez na história que um candidato evangélico chegaria com condições reais de ganhar a eleição”, diz o presidente do PSC de São Paulo, Gilberto Nascimento, um dos coordenadores da campanha do pastor Everaldo Pereira à Presidência. “Nosso eleitor e o dela pertencem ao mesmo segmento. Será um encontro natural”, explica.

Num país tradicionalmente católico, a hipótese de um presidente da República evangélico tem empolgado os crentes. Segundo ele, os evangélicos do PSC estão entre os 20 milhões de votos que Marina recebeu em 2010.

Veja imagens da campanha de Marina Silva


Nascimento afirma que Everaldo Pereira levará com determinação a campanha, mas reconhece as dificuldades geradas com a ascensão de Marina depois do desastre que matou o ex-candidato do PSB, Eduardo Campos. Parte do eleitorado do pastor, que crescia consistentemente no meio evangélico, migrou para Marina.

Migração de votos

Gilberto Nascimento diz que numa eventual disputa entre Marina e a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno, o PSC se empenhará para dar à candidata do PSB votação expressiva entre os evangélicos, que representam atualmente entre 24% a 25% do eleitorado.

Uma eventual negociação entre PSC e PSB no na fase final da eleição envolveria, segundo Nascimento, compromissos em torno dos temas que interessam aos evangélicos e uma reforma política ampla, que mude radicalmente o sistema eleitoral.

“É a 8ª eleição que participo e nunca vi um quadro tão anormal. O eleitorado está sem ânimo, angustiado e confuso. A classe política não representa mais ninguém”, diz Nascimento.

O presidente do PSC paulista diz que as mudanças devem ser conduzidas com força moral. “É preciso um governo de coalizão, não de adesão, que trabalhe em torno de um programa”, afirma.

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