Com educação acessível para a maioria dos brasileiros, Marina e Dilma prometem inaugurar era da qualidade no ensino

Se existe alguma coisa com a qual as presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) concordam é que o acesso à educação cresceu nas últimas décadas em todo o Brasil e o que falta agora é dar qualidade ao que é ensinado nas escolas. Essas são as linhas gerais das propostas das duas candidatas, que prometem aprofundar ganhos – como a promessa da atual presidente de universalizar o ensino infantil – e trazer novidade para as salas de aula, como o ensino de agricultura, proposta da ex-ministra do Meio Ambiente.

Estudantes brincam em quadra coberta de escola estadual do interior de São Paulo
Marina Morena Costa
Estudantes brincam em quadra coberta de escola estadual do interior de São Paulo

Implantado pelo PT, o sistema de cotas nas universidades é defendido “por tempo limitado” por Marina. A pessebista promete “incrementar” políticas públicas petistas como a criação de escolas técnicas e a universalização da educação integral. Segundo a campanha de Dilma, seu partido levou esse tipo de educação para as primeiras 60 mil escolas públicas nos últimos 12 anos.

A presidente dedica a maior parte de suas diretrizes para o próximo mandato reafirmando suas "conquistas". Lembra que construiu 208 escolas e 18 universidades federais, duplicou o número de matrículas nas universidades entre 2002 e 2013 e aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE), que garante o repasse gradual de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o ensino público. Para acelerar o aprendizado infantil, ela propõe construir creches suficientes “para universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016”.

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Depois de prometer ampliar projetos como esses, o programa de governo de Marina fala nas transformações que imagina implementar do muro da escola para dentro, como o ensino de educação ambiental, construção de escolas que utilize "critérios sustentáveis no uso de materiais e abastecimento de energia”. "Os alunos em regime escolar integral devem ter atividades esportivas, agrícolas, tecnológicas, além das disciplinas convencionais", diz o texto.

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As candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva
Divulgação
As candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva

Outra novidade é a proposta de usar dinheiro federal para ajudar a pagar os salários de professores nos Estados e municípios. Para isso, ela propõe que a verba saia do incremento de repasse do orçamento federal para a educação, agora garantido pelo PNE. Depois, sugere que mais dinheiro pode ser empenhado levando em consideração o desempenho do professor em aula, seus resultados em um exame nacional e a formação para docência em escola de tempo integral.

A principal bandeira de Marina é implementar gradualmente o Passe Livre a “todos os estudantes brasileiros”. “Em primeiro lugar, aos alunos de baixa renda não atendidos pelo transporte escolar gratuito e matriculados em escolas públicas de Educação Básica ou em cursos superiores por meio de programas como o Prouni e o Fies”, promete o texto.

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Para a campanha petista, houve um “período prolongado de democratização do acesso a todos os níveis de ensino” nas últimas décadas e agora chegou a hora da “transformação da qualidade do ensino” para iniciar “um novo ciclo de desenvolvimento”.

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