Presidenciável do PSB interagiu com eleitores em chat ao vivo promovido por uma rede social; outros candidatos podem confirmar participação adiante

A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva , disse nesta quarta-feira (17) que, se eleita, vai atuar para que as empresas de comunicação do governo não fiquem limitadas ao viés de propaganda estatal. 

"A comunicação pública deve perder, em primeiro lugar, o caráter da propaganda. Primeiro tem que criar o espaço de informar o cidadão e evitar ao máximo a propaganda. Tem que ter uma comunicação democrática, com espaço para crítica informação e interação", afirmou.

Marina Silva participa de sabatina com internautas em hotel no Rio de Janeiro (17/09)
DIVULGAção/PSB
Marina Silva participa de sabatina com internautas em hotel no Rio de Janeiro (17/09)

A ex-ministra do Meio Ambiente foi questionada por internautas durante 30 minutos numa promoção de uma rede social, que deve convidar outros postulantes ao Palácio do Planalto para participar da iniciativa.

Central de boatos

Marina disse ainda que seus adversários se converteram numa "central de boatos" motivada pelo receio gerado por sua candidatura que, antecipadamente, apresentou seu programa de governo. A afirmação ocorreu durante chat ao vivo promovido por uma rede social. Outros postulantes ao Planalto serão ouvidos no mesmo esquema, mas ainda não confirmaram a data.

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"O que eu mais tenho feito é responder a boatos porque os nossos adversários viraram uma verdadeira central de boatos" comentou Marina antes de responder sobre a manutenção de concursos públicos se eleita. "Vamos continuar os concursos público e fazer uma gestão mais eficiente", assegurou a neosocialista.

Veja imagens da campanha de Marina Silva


Marina admitiu que a boataria do "marketing selvagem" perpretada sobretudo pelo PT é difícil de ser combatida com argumentos e que é preciso que essa prática seja combatida com o discernimento da população e reforçou "que as coisas boas serão mantidas" e elencou entre elas o Prouni, o Fies, no caso da educação, assim como projetos de maior porte na área social como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

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A ex-senadora disse que nunca se intitulou como herdeira dos movimentos de junho de 2013 e disse que acompanhou movimentos similares em diferentes partes do mundo. "Nunca procurei instrumentaluizar o ativismo autoral. Nunca trabalhei com esse conceito de herança. Eu trabalho com conceito de legado", filosofou.

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