Petistas estão redirecionando recursos financeiros da campanha de Padilha em SP para a campanha ao governo de Fernando Pimentel em Minas

Brasil Econômico

O mau desempenho do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) nas eleições para o governo de São Paulo não está criando problemas apenas para o seu partido e a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT). O presidenciável tucano Aécio Neves e a campanha do seu partido em Minas também sofrem com um impacto incidental.

Com boas chances de vitória no Estado, com o também ex-ministro Fernando Pimentel, e claudicando entre os paulistas, os petistas estão redirecionando recursos financeiros da campanha de Padilha para a campanha ao governo mineiro. Essa situação também tem provocado mais dificuldades para o candidato tucano no Estado, Pimenta da Veiga, que tem arrecadado menos do que esperava - assim como Aécio -, e vê a campanha do adversário turbinada.

Ibope: Dilma está com 36 %, Marina, 30%, e Aécio, 19%

O cientista político Rudá Ricci, do Instituto Cultiva, aponta diversas razões para as dificuldades enfrentadas por Aécio e Pimenta em Minas. As derrotas acumuladas pelos tucanos nas eleições de 2008 e 2012 em cidades importantes, que também causaram rachas dentro do partido, é uma delas. O PT mineiro, por outro lado, conseguiu resolver suas divisões internas. Outra é a própria fragilidade demonstrada pela candidatura nacional de Aécio. Nas três eleições anteriores, o senador havia sido eleito e reeleito governador de Minas com boas votações e fez seu sucessor no Estado, Antonio Anastasia, além de vencer a disputa para o Senado. Por isso, era visto entre os mineiros como um nome da política local capaz de ser protagonista hoje no cenário nacional. Apesar de ser mineira, a presidenta Dilma construiu sua carreira política no Rio Grande do Sul.

O custo do desconhecimento

A Justiça rejeitou uma representação de um candidato a deputado estadual do PSDB contra o prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) por conta das ciclovias vermelhas que estão sendo feitas. Alegou que a cor caracterizava propaganda eleitoral do PT. O vermelho para esse tipo de via segue um padrão usado inclusive internacionalmente. Ao negar a liminar, um juiz declarou que o pedido não tinha “verossimilhança” nem “razoabilidade”. A tramitação durou mais de mês e teve quase 40 andamentos.

Livro é causa de arrependimento de candidato

Candidato do PT ao Senado no Rio Grande do Sul, o ex-governador do Estado Olívio Dutra admitiu, em entrevista à Rádio Gaúcha, um grande arrependimento na vida. E não tem nada a ver com política e administração pública. Contou que parou de ler Os Sertões, livro clássico do jornalista Euclides da Cunha sobre a Guerra de Canudos, e nunca retomou a leitura.

Vandalismo seletivo

Um campanha pela internet está propondo a destruição de cavaletes de propaganda eleitoral nas ruas de São Paulo. Um cartaz traz a inscrição: “Você já chutou seu cavalete hoje? Se você já chutou, curta. Se vai chutar, compartilhe”. Diversos cavaletes de candidatos do PT, PSDB e PTB foram destruídos na região do Ibirapuera e na avenida Radial Leste, zona leste da cidade. Os candidatos a deputado do PSDB Bruno Covas (a federal) e Ramalho da Construção (estadual) tiveram um grande prejuízo. Jair Arci, candidato do PTB, postou em seu blog um texto criticando a destruição, mas ao final propôs: “Vamos derrubar os cavaletes! Mas não os que têm pessoas tentando fazer seu papel por um Brasil melhor”.

Tema de Heloísa

“Coração Valente”, um dos slogans utilizados na propaganda de Dilma Rousseff (PT), foi usado na campanha presidencial da então senadora Heloísa Helena (Psol), em 2006, quando ela concorreu contra Lula. Na época, Heloísa se rebelou contra o PT e o escândalo do mensalão.

“É a mãe de todas as corrupções” - Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, sobre a reeleição, durante palestra em São Paulo

*Com Leonardo Fuhrmann

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