Nomes como Alcione, Leonardo Boff, Chico Diaz e outros demostraram apoio à candidatura de Dilma à reeleição

Evento na noite de segunda-feira (15) reuniu artistas e intelectuais em apoio a presidente e candidata à reeleição pelo PT Dilma Rousseff no Teatro Casagrande, no Rio de Janeiro. 

A casa carioca estava com lotação máxima e entre os nomes presentes ou que assinaram o manifesto de apoio à petista estavam músicos como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Chico César, Mano Brown, Rappin' Hood, Alcione e Elza Soares; os escritores Fernando Morais e Luis Fernando Verissimo; o teólogo Leonardo Boff; atores como Chico Diaz, Osmar Prado, Camila Pitanga, Hugo Carvana e Henri Castelli; o sociólogo Emir Sader e a filósofa Marilena Chauí, e outros. 

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Entre os políticos, estavam presentes o ex-presidente Lula, a petista Marta Suplicy, o candidato ao governo do Rio de Janeiro Lindberg Farias e mais nomes do partido. 

Veja fotos do encontro com os artistas e da campanha de Dilma pela reeleição: 


Dilma Rousseff aproveitou o evento para exaltar o pré-sal e para criticar a imprensa. Lula fez um discurso no mesmo tom. A candidata afirmou que o relativo desconhecimento sobre a riqueza representada pelo pré-sal tem como uma das origens o “pessimismo militante” da imprensa brasileira, após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter defendido a aprovação de um marco regulatório para o setor de comunicação no país.

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“Hoje o nível de consciência que o Brasil tem sobre o petróleo que sai do pré-sal é muito baixo, até por conta da desinformação sistemática e do pessimismo militante que viceja e, a gente sabe, é característico da forma como se transmitem as informações na imprensa brasileira”, disse Dilma.

Em discurso antes da presidente, Lula fez duras críticas à cobertura política da imprensa e, ao lembrar das conferências nacionais de comunicação realizadas em seu governo, defendeu a aprovação de um novo marco legal para o setor.

“O marco regulatório das comunicações é uma necessidade nesse país... O que não é possível é que as concessões do Estado tenham o comportamento que têm”, afirmou Lula.

Dilma expressou desconforto com a cobertura da mídia também ao falar sobre a investigação de casos de corrupção durante seu governo, dizendo que “o que é errado no Brasil é a exposição desnecessária de pessoas sem se ter certeza da culpa”.

A presidente fez referência às denúncias de corrupção que vieram à tona após o vazamento de depoimentos feitos pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal, mediante acordo de delação premiada, que teriam revelado um suposto esquema de desvio de recursos envolvendo a estatal e políticos da base aliada.

Pré-sal para a cultura, saúde e educação 

Lula discursa em evento com artistas e intelectuais em apoio a Dilma (15/9)
Tasso Marcelo/Fotos Públicas
Lula discursa em evento com artistas e intelectuais em apoio a Dilma (15/9)

Durante o ato com artistas, Dilma sugeriu ainda que recursos do pré-sal deveriam ser destinados também ao setor cultural. “Eu acredito que o dinheiro que nós obteremos no pré-sal também teria que ser destinado a pontos de cultura, start-ups e casas de cultura”, disse.

A presidente não deu detalhes sobre como se daria a aplicação dos recursos. Por lei, 75 por dos royalties do petróleo do pré-sal devem ser destinados à educação e 25 por cento para a saúde.

Dilma ainda citou o pré-sal como fonte para melhorias na educação e na saúde. "Não tem uma nação desenvolvida que tenha se desenvolvido sem educação em tempo integral, em dois turnos", disse, acrescentando que é preciso fazer uma reforma do currículo escolar no Brasil. "De onde sai esse dinheiro? Sai do pré-sal, essa riqueza é imensa."

Críticas a Marina

Dilma e Lula aproveitaram também para fazer uma forte defesa a favor de um plebiscito sobre a criação de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política, ao mesmo tempo em que lançavam provocações à principal adversária na corrida presidencial, Marina Silva (PSB).

“É necessário fazer da reforma política uma questão básica”, disse Lula. “Para fazer reforma política é preciso fazer a política. É fazendo política dentro dos partidos... Eu acho que não é possível a gente falar de nova política sem dizer como, aonde e com quem”, acrescentou, fazendo referência à campanha de Marina, que tem se colocado como alternativa ao que chama de "velha política".

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Em menção às declarações de Marina sobre sua intenção de governar com os bons políticos, independentemente de legendas, o que tem sido interpretado por seus adversários como um caminho para enfraquecer os partidos, Dilma disse que “governar sem partidos é um preâmbulo para o autoritarismo”. Assim como Lula, a presidente voltou a defender um plebiscito para reforma política.

“Eu não acredito em nenhuma reforma política que não tenha a participação popular, e isso significa plebiscito”, disse a presidente. "É fundamental que a gente faça um debate com o povo brasileiro que dê força as nossas propostas de constituinte para consulta para saber se nós somos a favor de financiamento de campanha público ou privado."

*com Reuters

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