Em discurso de 40 minutos, candidata do PSB voltou se dizer vítima de “acusações infundadas” de seus adversários

Em um de seus discursos mais longos e inflamados nesta campanha, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva , falou grosso contra a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , nesta segunda-feira (15) em São Paulo.

Marina Silva participou de evento em São Paulo que debateu propostas para a área cultural
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Marina Silva participou de evento em São Paulo que debateu propostas para a área cultural

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Questionada sobre nova crítica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que a neosocialista pode perder seu programa de governo em razão de sua suposta instabilidade, Marina respondeu provocando:

“Estou fazendo debate com Dilma e Aécio . Não vou fazer embate nem com eles, nem com seus auxiliares”, disparou num encontro com artistas. 

Veja fotos de Marina Silva durante a campanha:


No mesmo ato, Marina defendeu sua fé, mas disse que a eleição generaliza evangélicos ao assegurar que prefere fazer campanha para um candidato ateu a um evangélico em quem não acredita.

Em um discurso de 40 minutos, a candidata do PSB voltou se dizer vítima de “acusações infundadas” de seus adversários, que estariam fazendo dela uma verdadeira “exterminadora do futuro” ao insinuar que, ganhando a campanha, ela acabaria com o Bolsa Família, o pré-sal e o Minha Casa Minha Vida, programas federais de sucesso.

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Para uma plateia de simpatizantes, se comparou aos pacifistas Martin Luther King, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela ao dizer que não vai fazer com Dilma o que estaria recendo do PT. “A senhora [Dilma] não terá de mim o que estou recebendo de você”, afirmou antes de dizer que a presidente obedece a marqueteiros quando decide criticá-la. “Podem vir com mil marqueteiros que eu não vou atacar nem ela, nem Aécio.”

Estado laico

Para uma plateia composta por artistas, a pessebista tentou se descolar de candidatos evangélicos tradicionais, ao defender o Estado laico e dizer que a campanha eleitoral está misturando os perfis de evangélicos. “Pelo fato de eu ser evangélica, as pessoas pegam os excessos de alguns para generalizar”, disse. “O Estado é laico para proteger o meu direito de não negar a minha fé e o de você não ter fé.”

Para exemplificar, disse que, em 2010, trabalhou para eleger o ateu Fernando Gabeira prefeito do Rio de Janeiro. “Eu estava elegendo um prefeito laico porque ele era o melhor, embora tivessem candidatos evangélicos.”

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