Candidata do PSB à Presidência rebate declaração do rival do PSDB, Aécio Neves, em entrevista ao iG/RedeTV

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva , respondeu, neste domingo, às críticas de Aécio Neves (PSDB) na sabatina iG/RedeTV, realizada na última sexta-feira, afirmando que conta com “pessoas com propósito” e não apenas com alianças pragmáticas.

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Durante a sabatina, Aécio afirmou que, caso Marina vença as eleições, o PSDB será um partido de oposição . “Ou ganhamos as eleições e vamos governar o Brasil, e é a alternativa que eu prefiro e vou lutar por ela, ou perdemos as eleições e vamos para a oposição”, disse Aécio.

Questionada sobre as declarações do candidato, Marina disse que pretende governar o Brasil com base em uma aliança programática, buscando uma nova governabilidade. "Uma governabilidade que se estabeleça a partir do que vamos fazer para melhorar o Brasil e a vida dos brasileiros.” 

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“Eu tenho dito que vou governar com os homens e as mulheres de bem de todos os partidos, da academia, do funcionalismo público, do setor empresarial, dos movimentos sociais. Nós queremos uma atitude que una o Brasil e vamos trabalhar com isso”, continou Marina, alfinetando Aécio Neves.

“Pessoas com esse propósito (de melhorar o Brasil) existem em todos os lugares e a nossa determinação é dialogar. Dialogar com os que querer fazer uma governabilidade programática. Vamos combater o pragmatismo e a corrupção”, pontuou Marina.


Marina Silva participou de atos políticos na cidade de Ceilândia, distante cerca de 30 quilômetros da capital federal, Brasília. Durante comício realizado para centenas de correligionários, Marina disse que “não iria agredir uma mulher”, em referência aos ataques que tem recebido da presidente Dilma Rousseff (PT).

“Fique tranquila, presidente (Dilma). A senhora não vai receber de mim o que a senhora está fazendo comigo. Eu não vou agredir uma mulher, não vou mentir a seu respeito. Eu vou lhe tratar com todo o respeito, mas isso não significa que vou deixar de dizer as verdades”, comentou Marina. Depois disso, Marina fez várias críticas na área da economia.

Além disso, Marina afirmou que o Brasil vai demitir Dilma e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Dilma tem dito que, se reeleita, não contará com o atual ministro da Fazenda. “O atual governo tem responsabilidade pela contabilidade criativa e pela administração dos preços para controlar a inflação. Dilma disse que está resolvendo isso e até já se comprometeu a demitir seu atual ministro da Fazenda. Só que obviamente agora é tarde, porque ambos serão demitidos pelo povo brasileiro”, disse Marina, já em entrevista coletiva.

Automonia ao Banco Central e outros temas

Marina Silva também voltou a defender a autonomia do Banco Central e prometeu investir 10% da arrecadação bruta em saúde. "[Nosso compromisso é] dar continuidada à política de responsabilidade fiscal, de controle de inflação com a meta de inflação estabelecida e fazer um esforço muio grande para evitar que a inflação volte, para que o país possa investir em saúde, educação, segurança publica, no passe livre, na proteção do meio ambiente", disse em Ceilândia.

A candidata ainda ressaltou que, se eleita, vai ampliar o Programa Bolsa Família e o Programa Minha Casa, Minha vida. Ela destacou ainda que vai investir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação e que nos seus quatro anos de governo vai levar ensino de tempo integral para todo o Brasil.

No evento, Marina também disse que vai manter a meta da inflação em 4,5%, vai diminuir juros e estimular o investimento para “que o país volte a crescer”.

Além disso, ela falou a respeito das diferenças religiosas, voltou a ressaltar que o país é laico e que no seu governo vai lutar para que os brasileiros possam “viver de forma respeitosa na diferença, criando uma cultura de paz e não de ódio”.

*com Agência Brasil

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