Dilma também rebateu críticas de Marina, falou que Presidente deve aguentar pressão e que não há "coitadinho" no cargo

Reuters

Dilma atende jornalistas em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada neste domingo (14/9)
Ichiro Guerra/ Dilma 13
Dilma atende jornalistas em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada neste domingo (14/9)

A presidente Dilma Rousseff , candidata à reeleição pelo PT, afirmou neste domingo que não preocupa a presença do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Costa foi convocado após denúncia de suposto esquema de repasse de recursos da estatal a políticos.

"Eu acho que esse é o tipo da decisão que o Executivo não tem de se meter. Se for decidido que ele vai, ele deve ir. Se for decidido que ele não vai, ele não deve ir. Nós não temos nenhuma expectativa ou preocupação em relação a isso", disse a jornalistas em entrevista no Palácio da Alvorada, ao ser perguntada se concordava com a ida do ex-diretor à CPI do Congresso.

Leia mais: CPI marca para o dia 17 audiência do ex-diretor da Petrobras

A comissão parlamentar investiga denúncias de irregularidades na estatal, entre elas a compra de refinaria em Pasadena (EUA), mas parlamentares aprovaram na semana passada pedido para convocação do ex-diretor, que deve comparecer na quarta-feira.

O caso:  Ex-diretor da Petrobras cita ministro e até Campos em lista de propina

O depoimento foi marcado após terem sido divulgadas informações sobre suposto esquema de corrupção na Petrobras envolvendo políticos.

Costa teria revelado em depoimentos à Polícia Federal, mediante delação premiada, suposto esquema de repasse de recursos da Petrobras para partidos e para políticos da base aliada.

Poder Online: ‘CPI é eleitoreira e só prejudica a Petrobras’, diz Rui Falcão

A reunião na comissão poderá ser fechada, caso o ex-diretor da Petrobras concorde em fazer novas revelações.

O ex-diretor, que saiu da estatal em 2012, está preso desde junho no Paraná devido a acusações decorrentes da operação Lava Jato da PF, que investiga esquema de lavagem de dinheiro.

Veja fotos de Dilma Rousseff em campanha:


Rebatendo críticas

Dilma aproveitou para rebater mais uma vez críticas de sua principal adversária sobre o suposto esquema de corrupção na Petrobras. A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou que o PT colocou "por 12 anos um diretor para assaltar a Petrobras".

"Eu tive um momento de muita indignação quando a candidata se referiu ao que foi feito pelo PT 12 anos dentro da Petrobras", disse Dilma, lembrando que Marina foi integrante do partido por mais de 20 anos.

"Dos 12 que ela dizia, oito ela estava ou no governo ou na bancada, e os quatro restantes, durante três anos o referido Paulo Roberto não esteve no governo, no meu caso. Então, naquele momento, eu acho que de fato houve um ataque, que não era propriamente um ataque político, que a candidata estava fazendo a nós, ao PT e a mim", disse Dilma.

Mas a presidente afirmou que não cabe se vitimizar diante de críticas, em mais uma referência a Marina que tem afirmado ser alvo de "um batalhão de Golias contra Davi".

"A vida como presidenta da República é aguentar crítica, sistematicamente. E aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República... Agora, quem levar isso para o campo pessoal não vai ser uma boa presidente, porque não segura uma crítica", disse.

"Então não pode ter, não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho, porque se se sente coitadinho não pode chegar lá. A vida é dura", disse.


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.