Arruda desiste de candidatura ao governo do Distrito Federal

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Com chances mínimas no STF e ameaçado pela mini-reforma eleitoral, candidatura do PR deverá ter Jofran Frejat (PR) como novo candidato e esposa do ex-governador como vice

Líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PR) desistiu de sua candidatura ao Governo do Distrito Federal (GDF). Agora, a chapa que substituirá Arruda na disputa pelo GDF deverá ser formada pelo vice do ex-governador, Jofran Frejat (PR) e pela esposa de Arruda, Flávia Peres (PR).

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O anuncio oficial deve ocorrer na tarde deste sábado, na sede do PR. Arruda tomou a decisão de desistir de sua candidatura ao GDF na manhã deste sábado, após reuniões com correligionários. Eles avaliaram que a situação de Arruda ficou insustentável após as derrotas do ex-governador durante essa semana, tanto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Arruda: STJ nega recurso e chances de manutenção de candidatura são mínimas

Por envolvimento no escândalo conhecido como “mensalão do DEM”, Arruda foi condenado por crime de improbidade administrativa tanto pelo juiz Álvaro Ciarlini, da 2ª Vara da Fazenda Pública, quanto pela 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal (DF). Por conta dessas condenações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o pedido de registro de candidatura de Arruda por aplicação da Lei da Ficha Limpa. Em 2010, o iG antecipou os principais momentos da “Operação Caixa de Pandora”, realizada pela Polícia Federal (PF), que resultou na desarticulação do “mensalão do DEM”.

Agência Brasil
Ex-governador do DF, Arruda foi condenado por crime de improbidade administrativa por envolvimento no escândalo conhecido como 'mensalão do DEM'

Antes mesmo de ter sua candidatura impugnada pelo TSE, a defesa de Arruda impetrou recurso especial no STJ tentando anular sua condenação originária pelo crime de improbidade administrativa. No recurso, Arruda queria que o STJ decrete a ilegalidade da condenação pelo juiz Álvaro Ciarlini. Segundo a defesa de Arruda, houve celeridade acima do normal e o juiz não julgou o caso adotando o princípio da isonomia. Mas ele não conseguiu. Essa semana, o STJ entendeu que as decisões do juiz de primeira instância foram legais. No TSE, Arruda ainda tentou reverter a impugnação de sua candidatura mas também não conseguiu.

Arruda ingressou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter sua candidatura. Entretanto, em reunião realizada neste sábado na casa de Joaquim Roriz, seus aliados avaliaram que o ex-governador não teria chances de reverter sua situação no STF.

Além disso, eles também temiam que Arruda fosse atingido pela mini-reforma eleitoral e isso inviabilizasse a indicação de um substituto. Até a vigência da lei 12.891, um candidato poderia ser substituto até a véspera do primeiro turno. Com a nova lei, aprovada no final do ano passado, o prazo para desistência de candidatura passou a ser de 20 dias antes das eleições. O TSE, em consulta realizada em junho, decidiu que a mini-reforma somente valeria em 2016, mas os aliados de Arruda temiam que ele pudesse ser atingido por ela, sem poder indicar um eventual substituto em caso de novas derrotas no Supremo.

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