Mesmo com a interrupção do crescimento de Marina e a leve recuperação de Dilma, o PT continua preocupado com Estado

Brasil Econômico

Mesmo com a interrupção do crescimento de Marina e a leve recuperação de Dilma Rousseff nas pesquisas, o PT continua preocupado com São Paulo, o maior colégio eleitoral do País. O partido decidiu investir fortemente no Estado na reta final de campanha para reverter o mau desempenho eleitoral da presidente e também do candidato ao governo, Alexandre Padilha. Dilma perde para Marina em São Paulo e Padilha se mantém na faixa de 8% nas pesquisas. A orientação para os militantes é fortalecer a campanha em áreas da periferia. O ex-presidente Lula entrou com muito mais vigor nas mobilizações de rua nas últimas semanas e agora vai percorrer os bairros da periferia paulistana. Uma carreata com Lula foi marcada para sábado, em Sapopemba, no extremo leste da capital paulista.

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Outros atos semelhantes com o ex-presidente estão sendo programados. Ministros com base eleitoral em São Paulo, como a ex-prefeita Marta Suplicy (Cultura) e Aloizio Mercadante (Casa Civil), também estarão em mais eventos. Ao menos um secretário do prefeito paulistano, Fernando Haddad, também se afastou para ajudar Dilma. A saída de Juca Ferreira, secretário de Cultura, para cuidar do programa de governo da presidente nessa área, é mais uma reação petista ao avanço de Marina. Ex- filiado ao PV, Juca é conhecido pela boa interlocução com movimentos culturais e ambientalistas ligados à juventude, público que tem sido atraído pela candidatura de Marina. Para Dilma, não deixou de haver um recuo. Juca foi ministro da Cultura no governo Lula, mas ela não o manteve em seu ministério. O trabalho dele era bem avaliado como ministro e, antes, como secretário-executivo na gestão do cantor Gilberto Gil.

Olhar conservador

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e bastante ameaçado de não chegar ao segundo turno, o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) escolheu a redução da maioridade penal como tema de seu programa de TV. Anuncia que, diferentemente das rivais que estão a sua frente – Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) –, ele quer que adolescentes de 16 a 18 anos respondam criminalmente por seus atos como os adultos. A defesa de um projeto sobre o tema de autoria do candidato a vice na chapa de Aécio, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), já tinha sido usado como mote da campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição.

Candidato Caras

O presidenciável Eduardo Jorge (PV) abriu sua casa para a equipe do programa de TV do horário gratuito. Mostrou o minhocário - onde trata do lixo orgânico -, o local onde armazena óleo de cozinha e os recipientes de coleta seletiva. Deve ter causado ciúmes nas redações de revistas de celebridades.

A voz da nova política

A nova política da presidenciável Marina Silva (PSB) conta com o apoio do jornal Hora do Povo, de São Paulo. A publicação, que ataca a “mídia golpista” e os “Chicago-boys” (economistas de pensamento liberal), é ligada ao PPL (Partido Pátria Livre). O partido integra a coligação do PSB e é formado por antigos militantes do MR-8, grupo que teve atuação na luta armada e estava alojado no PMDB nas últimas décadas. O Hora do Povo já apoiou o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia e o ex-presidente Itamar Franco, além dos governos petistas de Lula e Dilma.

Aliança de fé

O Pros produziu uma inusitada aliança religiosa em São Paulo. A vereadora paulistana Noemi Nonato apareceu no horário eleitoral pedindo votos para o colega de partido e candidato a deputado federal Salvador Zimbaldi, da Renovação Carismática Católica. O detalhe: Noemi é cantora gospel e evangélica da Igreja Assembleia de Deus.

“Estamos analisando como transformar esses casos em denúncia” -  Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada e integrante da Comissão Nacional da Verdade, sobre a responsabilização judicial de empresas que colaboraram com a ditadura

*Com Leonardo Fuhrmann

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