Candidata do PSB disse que PT e PSDB se uniram para fazê-la vítima de “uma força descomunal de mentiras e versões"

Nova polêmica na campanha presidencial de Marina Silva (PSB), sua proposta de dar autonomia ao Banco Central (BC) é culpa de sua rival na disputa, a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff . A declaração é da própria Marina, que nesta quarta-feira (10), em São Paulo, afirmou que a petista teria interrompido o compromisso de manter a política macroeconômica estabelecida pelo ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.

O assunto ganhou as manchetes depois que o PT veiculou uma propaganda em seu programa eleitoral gratuito afirmando que a proposta de Marina iria entregar aos bancos parte dos poderes de presidente da República, uma vez que ficaria a cargo do BC, e não do Executivo, decidir sobre a política monetária do País.

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Impelida a explicar o que significava, na prática, dar autonomia ao Banco Central, Marina saiu pela tangente ao preferir justificar sua decisão culpando Dilma pela “falta de credibilidade” do Brasil na área econômica.

Veja fotos de Marina Silva em campanha:


Segundo a candidata, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em 2002 depois de se comprometer a manter a política macroeconômica de FHC, seu antecessor. “Agora tudo foi negligenciado pelo governo Dilma. Essa proposta é para resgatar e dar maior credibilidade ao Brasil”, afirmou Marina em visita a uma entidade filantrópica na zona sul de São Paulo.

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De acordo com a pessebista, essa autonomia daria ao Banco Central liberdade em relação à política partidária, permitindo à instituição “controlar a inflação e dar a credibilidade necessária para fazer o Brasil crescer”.

Marina aproveitou para associar o tema à Petrobras, no centro de denúncias de corrupção envolvendo governadores, parlamentares da base aliada e até um ministro. “[Essa autonomia do BC] vai evitar o que acontece hoje com a Petrobras, quatro vezes mais endividada.”

Marina também refutou a acusação de que seria a candidata dos banqueiros. Ela lembrou que sua relação com a herdeira do Banco Itaú, Neca Setubal, se deve ao fato de ela ser uma educadora há mais de 30 anos. Ela lembrou que o Itaú financiou a primeira campanha de Dilma e que a própria Neca contribuiu com o programa de governo de Fernando Haddad em 2010, então candidato a prefeito de São Paulo. “Naquele momento ela era educadora. Agora ela é banqueira?”

PT e PSDB juntos?

A candidata também se disse vítima de “uma força descomunal de mentiras e versões”. Seus advogados já estariam engajados em avaliar os supostos ataques de petistas e tucanos, que teriam se unido. “Eles estão juntos nesse momento. O PT e o PSDB estão usando artilharia pesada para destruir a nossa candidatura.”

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