‘Não quero no governo quem esteja comprometido com malfeito’, diz Dilma

Por iG Brasília | - Atualizada às

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Presidente não descarta afastar ministro Edison Lobão, mas vai aguardar que denúncias de desvios e de pagamento de propina na Petrobras sejam comprovadas por órgãos oficiais

A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira (08) que afastará do governo políticos envolvidos no suposto esquema de desvios e pagamento de propina na Petrobras. A presidente ponderou, entretanto, que nenhuma medida nesse sentido será tomada sem que essa participação seja comprovada por meio das investigações conduzidas por órgãos oficiais.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, concedida na tarde desta segunda no Palácio da Alvorada, Dilma comentou especificamente o caso do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que aparece na lista de políticos supostamente beneficiados pelo esquema que teria sido revelado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

Divulgação/PT
Presidente Dilma Rousseff , candidata à releição pelo PT, concede entrevista a jornalistas de O Estado de S. Paulo, em Brasília (08/09)


A presidente reforçou que ministro, segundo ela, já deu suas explicações sobre o caso e negou “veementemente” a veracidade das informações noticiadas pela revista Veja.

“Eu pedi que me informem, para que eu possa tomar as providências cabíveis. Se a pessoa estiver comprometida, é afastamento puro e simples do governo”, disse Dilma. “Eu não quero no meu governo quem esteja comprometido com algum malfeito. Mas também não posso dar à imprensa um caráter que não tem perante as leis brasileiras. A imprensa não tem fórum inequívoco para dizer para mim se alguém é corrupto ou não. Quem vai dizer é quem investiga”, disse a presidente.

Leia também: Escândalo na Petrobras agita cenário eleitoral

Dilma explicou que enviou um ofício à Procuradoria-Geral da República solicitando informações adicionais sobre o caso. Somente depois que houver uma conclusão sobre o caso por meio dos órgãos oficiais é que será cogitada a possibilidade de um afastamento do ministro, informou a presidente.

Dilma defendeu “cuidado” com o uso indevido de dinheiro público. A presidente também tentou mais uma vez isentar o governo, ao dizer que todo o caso nasceu a partir das investigações da Polícia Federal.

Mais do caso: Ex-diretor da Petrobras cita ministro e até Campos em lista de propina

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