Com mau desempenho, PT deve perder quatro deputados federais e seis estaduais

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Com Alexandre Padilha abaixo dos 10 pontos nas pesquisas, há uma expectativa pessimista do partido em São Paulo

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A situação eleitoral do PT em São Paulo já começa a preocupar os candidatos a deputado estadual e federal do partido. Há uma estimativa de que, mantido o mau desempenho do candidato a governador, Alexandre Padilha, o problema possa ter impacto direto também na eleição proporcional. Atualmente, o PT paulista conta com 22 deputados estaduais e 16 federais.

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Com Padilha abaixo dos 10 pontos nas pesquisas de intenção de votos, há uma expectativa pessimista de que o PT possa perder até seis cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro na Câmara dos Deputados no maior colégio eleitoral do País. A eleição de governador acaba tendo maior impacto nas eleições proporcionais do que a própria disputa nacional.

O quadro no Estado também não tem sido favorável para a presidente Dilma, candidata à reeleição. São Paulo é um dos Estados em que a presidenciável Marina Silva (PSB) já está em vantagem sobre ela no primeiro turno. Petistas mais otimistas acreditam que o momento mais favorável à candidata do PSB já passou e, com as fortes críticas a ela e o início de uma recuperação da imagem do governo federal, o partido pode começar a recuperar o espaço.

Vai depender em muito da capilaridade de sua militância. Por isso, o evento ao lado do ex-presidente Lula foi convocado para a última sexta-feira. Políticos experientes do PT notaram que os militantes estão com mais dificuldade neste ano para atrair votos para o partido. O clima contrário à política, acentuado a partir dos protestos de junho do ano passado, seria um dos motivos.

Grupo dividido entre PT e Psol

Ligado ao Movimento dos Sem Terra (MST), o grupo político Consulta Popular está apoiando em São Paulo políticos do PT e do Psol. São os candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa Renato Simões (PT) e Juninho (Psol); e à Câmara dos Deputados, os petistas Paulo Teixeira e Adriano Diogo.

Casa onde morou Marina tem propaganda petista

A casa onde Marina Silva morou antes de ser vereadora, na rua Palmeiral, bairro de Cidade Nova, em Rio Branco, tem propaganda do PT na porta. Está afixado lá um cartaz do candidato a deputado petista Ney Amorim. O pai de Marina ainda reside na mesma rua. O bairro mantém uma tradição: a maioria das casas tem longos bambus fincados nos quintais com bandeiras vermelhas do PT. Na região, há alguns católicos ressentidos porque Marina se preparou para ser freira e depois virou evangélica.

Vitória no Acre depende dos irmãos Viana

Uma vitória de Marina no Acre dependeria dos irmãos Viana - os petistas Tião, governador, e Jorge, senador. Marina é muito amiga dos dois, desde os tempos em que atuavam juntos no PT. Continuam aliados. Oficialmente, os irmãos apoiam Dilma. Há comentários, no entanto, de que os dois não estariam se esforçando tanto em favor da presidente. Ambos negam. Diferentemente dos líderes do PT, os irmãos não veem contradições no discurso da candidata. “Não vamos falar mal de Marina”, diz Tião.

Empresários discutem benefícios econômicos do PSA

O Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável lança na quarta-feira um documento com recomendações para o marco regulatório sobre pagamento por serviços ambientais (PSA). Hoje não há incentivo para organizações que investem na proteção e conservação do meio ambiente, bem como o uso sustentável dos recursos naturais. Um produtor rural que detém uma área de reserva florestal privada (acima das previstas pelo Código Florestal) poderia ser remunerado pela preservação de matas ciliares que garantam o fornecimento da água a ser utilizada nos processos industriais, ou tratadas e distribuídas para a população. Projeto tramita no Congresso desde 2007.

“Essa questão causou espanto em todos que estudaram o programa, porque é ultrapassada”, disse Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio, ao reagir à proposta de Marina de rever os indicadores de produtividade agrícola para facilitar processos de desapropriação

*com Leonardo Fuhrmann

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