Dilma Rousseff reafirmou que só tomará providências sobre as denúncias contra ministro após saber das informações oficiais

A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, reafirmou neste domingo (7) que aguardaria informações oficiais da Polícia Federal e do Ministério Público para tomar providências sobre as denúncias de corrupção entre a Petrobras e integrantes de seu governo.

Ontem: Ex-diretor da Petrobras cita até Eduardo Campos em lista de propina

Dilma Rousseff conversa com a imprensa após encontro com jovens representantes de movimentos culturais e sociais no Palácio da Alvorada, DF
Alan Sampaio / iG Brasília
Dilma Rousseff conversa com a imprensa após encontro com jovens representantes de movimentos culturais e sociais no Palácio da Alvorada, DF

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De acordo com a revista Veja desta semana, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, seria um dos citados por recebimento de propina em depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que aderiu ao regime de delação premiada.

"Não acredito que os dados que têm sido fornecidos pela imprensa são oficiais. Quando alguns dos órgãos que investigativos tiverem uma posição oficial, tomarei todas as providências cabíveis, ainda que tenham de ser providências duras", afirmou a presidente.

Dilma disse ainda que não conversou com Lobão nos últimos dias, mas citou as explicações oficiais apresentadas em nota pelo ministro, onde ele nega as denúncias.

"Ele não sabe nem do que está sendo acusado, a revista não diz. Vocês sabem?", perguntou Dilma aos jornalistas.

Mais cedo, após assistir ao desfile do 7 de setembro, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que as denúncias apresentadas sobre o esquema de corrupção não passavam de "boataria" e que o vazamento parcial dos depoimentos de Costa seriam "um pouco de desespero para mudar o rumo da campanha".

Ministério da Fazenda

Dilma também comentou sobre uma reunião que teria com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda nesta tarde. A presidente tentou relativizar o mal-estar sobre uma possível ausência de Mantega no próximo governo, caso fosse reeleita, e afirmou que seria uma nova equipe ainda que governo fosse composto por pessoas da atual gestão.

"Não vou indicar ministro antecipadamente", disse a presidente. "Eu não sento na cadeira. Eu acho que dá azar, da última vez que se sentaram, não se elegeram."

Antes de falar à imprensa, Dilma se reuniu no Palácio da Alvorada com representantes da juventude de 22 entidades para falar sobre reforma política e afinar as propostas do plano de governo sobre jovens.

Além de movimentos como MST, UNE, CUT, ABGLT, Marcha Mundial das Mulheres, Fora do Eixo, Liga do Funk, Nação Hip Hop e da banda Teatro Mágico, participam da reunião os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e Gilberto Carvalho (Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência).

As entidades chegaram a levar uma urna do Plesbiscito Popular pela Reforma Política, para que Dilma votasse na campanha, mas a candidata à reeleição não aceitou, embora tenha declarado apoio à iniciativa.

Nos últimos dias, participaram do plebiscito o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidenciáveis Marina Silva (PSB), Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC).

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