Ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa falou sobre o esquema de corrupção da estatal que envolve parlamentares

O candidato à presidência da república pelo PSDB, Aécio Neves, chamou de "novo mensalão" as denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa sobre o esquema de corrupção envolvendo parlamentares neste sábado (6).

Mais cedo: Ex-diretor da Petrobras cita até Eduardo Campos em lista de propina

Leia mais: Ex-diretor da Petrobras relata que parlamentares teriam recebido propina

"Estamos diante do 'Mensalão 2'. Dinheiro público sendo utilizado para sustentar um projeto de poder. Poucas vezes assistimos à tanta desfaçatez", afirmou o candidato enquanto participava do Grande Encontro de Lideranças do Pontal do Paranapanema em Presidente Prudente, interior de São Paulo.

Neste sábado, Costa citou o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, o ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado, e até o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, como nomes envolvidos no esquema de corrupção da estatal, como noticiou a revista Veja. Costa depôs em regime de delação premiada na Polícia Federal.

Segundo a publicação, os esquemas de corrupção começaram nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Lula e foi perpetuado no governo Dilma Rousseff. Costa teria afirmado que Lula sabia de tudo.

"Durante todos os últimos nove anos o Mensalão continuou a existir nesse governo. Agora, financiado pela nossa principal empresa pública, a Petrobras", disse o candidato do PSDB se referindo ao esquema de corrupção que condenou membros da antiga cúpula do PT.

Costa teria explicado que as empresas contratadas pela estatal eram obrigadas a contribuir para um caixa dois, que tinha como beneficiários os partidos políticos da base de sustentação do governo. A revista não cita valores.

O ex-diretor optou pela delação premiada no último dia 22. Diretor de Pasadena, ele também foi responsável pela obra da refinaria Abreu de Lima, em Pernambuco, que custou US$ 18,5 bilhões (R$ 42,2 bilhões). Segundo a Polícia Federal, os contratos foram superfaturados e o dinheiro era repassado ao doleiro Alberto Youssef.

A publicação afirma que a delação deve durar mais três semanas. os agentes ainda não começaram as perguntas sobre a refinaria de Pasadenha, mas ainda de acordo com a Veja, conversas preliminares já confirmaram que houve fraude na aquisição.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.