Bispo Robson Rodovalho dá apoio e quer evangélicos unidos a Marina

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Decisão de Marina de alterar o seu programa no capítulo sobre direitos dos homossexuais já dá resultado entre os evangélicos

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A decisão da candidata Marina Silva (PSB) de alterar o texto de seu programa de governo no capítulo sobre direitos dos homossexuais pode ter lhe trazido prejuízos eleitorais entre intelectuais e militantes LGBT, mas já começa a dar resultado entre os evangélicos. Ontem, o bispo e ex-deputado Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra – que tem 1,1 milhão de fiéis –, anunciou apoio à candidata.

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Ele afirmou que irá votar e orientar o voto na ex-ministra. Rodovalho é um dos líderes da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), que defende uma posição em conjunto dos evangélicos no apoio a um candidato à presidência. “É muito importante dar o apoio a Marina nesse momento. Ela perdeu uma certa base e estamos dando esse contraponto”, explicou o bispo.

Alice Vergueiro / Futura Press
A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, durante o debate com candidatos (1/09)

As maiores igrejas evangélicas já têm candidatos escolhidos. A Universal do Reino de Deus vai de Dilma. As Assembleias de Deus (dos ministérios de Belém e Madureira) e a Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, anunciaram apoio ao presidenciável Pastor Everaldo (PSC). Malafaia afirmou que votará em Everaldo no primeiro turno e, no segundo, em Marina. Rodovalho espera que as igrejas evangélicas menores, que têm menos poder de negociação com o governo, se unam em torno de um mesmo nome. E proporá que a escolha recaia sobre Marina. A Concepab elaborou uma pauta mínima para discussão com os presidenciáveis. Quer que eles assumam compromissos contra o casamento gay, a legalização das drogas e a ampliação do direito ao aborto (hoje permitido em casos excepcionais, como estupro e risco à vida).

Contra o maniqueísmo do discurso

Apesar de estar animado com os resultados da presidenciável Marina Silva (PSB) nas pesquisas, o senador João Capiberibe (PSB-AP) não se empolga com o maniqueísmo de algumas declarações da candidata. Para ele, a forma de superar a dicotomia entre os partidos que comandaram o governo do País nos últimos 20 anos é diminuir a influência de caciques do Congresso, como os senadores José Sarney (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). Capiberibe, no entanto, discorda da afirmação de Marina que governará com “os bons”. “É um termo mal colocado mesmo. Os bons devem ser aqueles com compromisso com um País mais justo e ético”, afirma.

Juntos e diferentes

Para o presidente nacional do PPS, o deputado Roberto Freire, o programa de governo da presidenciável Marina Silva (PSB) tem diversos pontos que contrariam as ideias dos partidos da coligação. Além do PPS e do PSB, PPL, PHS, PSL e PRP apoiam a candidatura dela. Ele afirma, no entanto, que essas divergências não terão impacto.

Requião ocupa espaço do PT no Paraná

Candidata ao governo do Paraná, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sofre para se diferenciar do colega Roberto Requião (PMDB), que também enfrenta o governador Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição. O peemedebista está em segundo nas pesquisas de intenção de votos e ela em terceiro. Na avaliação de petistas, Requião parece no discurso mais de esquerda do que a senadora. Por isso, consegue atrair o apoio de movimentos sociais e populares normalmente próximos ao PT.

André Vargas ainda causa problemas

A senadora é da ala petista considerada mais próxima ao ex-governador Requião, o que dificulta uma disputa mais contundente entre eles. A candidatura de Gleisi já havia sofrido um desgaste grande quando o deputado André Vargas deixou o partido depois de terem sido denunciadas as suas relações com o doleiro Alberto Yousseff.

“Marina Silva é uma contradição em si. Ela vai e volta, avança e recua. Está mais para errática do que para sonhática” – Alberto Cantalice, vice-presidente nacional do PT, sobre a adversária do PSB

*com Leonardo Fuhrmann

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