Segundo partido, uso de jato em campanha foi autorizado por João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira

O PSB emitiu comunicado na noite desta segunda-feira (01) a respeito do imbróglio da compra do avião que serviu a campanha de Eduardo Campos, no qual o candidato acabou morrendo em acidente no dia 13 de agosto, em Santos (SP). Sendo substituído pela vice Marina Silva. O partido disse que não tomou conhecimento das negociações de compra e vendo do jato. A propriedade da aeronave ainda é obscura. 

“O uso da aeronave foi autorizado pelos Srs. João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, dos grupos empresariais BR-Par Participação Ltda. e Bandeirantes Cia. Pneus Ltda. de Pernambuco”, declarou o PSB, na nota assinada por Roberto Amaral, presidente da agremiação socialista.

Mais sobre o caso: 
Avião que matou Campos pode ter sido comprado por empresas fantasmas
Procuradoria Eleitoral investigará prestação de contas de avião que matou Campos

Na época do acidente, a aeronave ainda estava em nome da empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto. Esta companhia teria vendido o jato para os dois empresários. Na semana passada, o Jornal Nacional (Globo) informou que o dinheiro usado no pagamento veio de empresas fantasmas.

O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, instaurou na última sexta-feira (29) procedimento para investigar o uso do avião pela campanha do PSB.

Veja o comunicado do PSB na integra:

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) vem a público prestar os seguintes esclarecimentos a respeito do acidente ocorrido em 13/08/14, com a aeronave prefixo PP-AFA, que vitimou o seu presidente e então candidato à Presidência da República, Eduardo Henrique Aciolly Campos.

· O uso da aeronave foi autorizado pelos Srs. João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, dos grupos empresariais BR-Par Participação Ltda. e Bandeirantes Cia. Pneus Ltda. de Pernambuco;

· Apurou-se que tais empresários haviam negociado o mencionado avião com a empresa AF Andrade, de Ribeirão Preto, que era sua arrendatária junto à Cessna Finance;

· A transferência de leasing ao Grupo de Pernambuco foi comunicada pela AF Andrade à ANAC, por petição datada de 15 de maio de 2014;

· Referida transferência de leasing, segundo nota à imprensa, não foi ainda concretizada, porque a Cessna Finance não aprovou as garantias oferecidas;

· Como também informou o grupo Andrade à ANAC, os empresários pernambucanos pagaram, no dia 08 de maio, oito parcelas do leasing da aeronave.

O Partido Socialista Brasileiro presta esses esclarecimentos para deixar patente que esteve alheio às negociações efetuadas entre os empresários de Pernambuco e a empresa AF de Ribeirão Preto.

Cumpre ainda esclarecer que a utilização da aeronave está sendo incluída na prestação de contas de Eduardo Campos ao Tribunal Regional Eleitoral.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.