Para ex-lulista, credibilidade levará Marina à vitória

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Oded Grajew afirma que a boa posição de Marina nas pesquisas vai obrigar os adversários a debaterem com ela. Acredita que a candidata do PSB leva vantagem pelos valores que representa

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Com a experiência de quem esteve ao lado do presidente Lula em disputas eleitorais, o empresário e ativista social Oded Grajew acredita que a eleição presidencial será decidida por quesitos como a credibilidade e os valores apresentados por cada um dos candidatos. O que pode ser vantajoso para a candidata Marina Silva (PSB), segundo sua avaliação. Ele esteve no lançamento do programa de governo de Marina, em São Paulo, mas não declarou oficialmente seu apoio a ela. “Faço um trabalho suprapartidário e sou amigo da ex-ministra e da Neca Setúbal, uma das coordenadoras do programa de governo. Sobre minha presença, cada um tire suas conclusões”, afirmou. Para Grajew, a ascensão de Marina nas pesquisas obriga petistas e tucanos a debaterem com ela suas propostas.

Segundo o empresário, a credibilidade e os valores acabam sendo mais importantes do que as propostas em si. “Se ela dissesse que ia levar o homem ao Sol, faria sentido alguém perguntar como. Mas o programa de governo apresenta medidas que já foram feitas aqui ou em outros países”, argumenta. E, para além de ideias, o lançamento apostou em questões emocionais, como as citações ao ex-governador Eduardo Campos, antigo presidenciável, morto em um acidente aéreo. A própria Marina e outros políticos presentes destacaram o papel de Campos na construção do programa apresentado. O irmão dele, Antonio Campos, representou a família. “A subida dela nas pesquisas após a morte do Eduardo mostra que a avaliação política que ele havia feito – sobre a necessidade de uma alternativa ao PT e ao PSDB – estava correta”, comentou.

Para além do livre comércio

Assessor de Dilma, Marco Aurélio Garcia defendeu, durante o colóquio “Chile-Brasil: Democracia, integração e desenvolvimento inclusivo”, organizado pelo Instituto Lula, que a política de cooperação entre os países da América do Sul não passa pela necessidade de acordos de livre comércio. Garcia lembrou que as taxas praticadas entre os dois países já são inferiores às da Aliança do Pacífico. Para ele, a parceria mais importante entre os países da região exige integração energética, de infraestrutura e inovação. Destacou ainda a necessidade de aumentar a integração na produção de bens.

Al Jazira do PT

Marco Aurélio defende a criação de um canal internacional de TV público brasileiro. Mas conta que foi voto vencido dentro do governo. Ele lembrou que países da Europa mantêm emissoras com esse perfil, além do Catar, com a Al Jazira, que apresenta uma visão árabe do noticiário sobre o Oriente Médio.

Ruas sem Rota

Candidato a deputado estadual em São Paulo, o petebista Fábio Ruas divulgou um vídeo de sua campanha em que defende a retirada da Rota, tropa de choque da PM, das ruas. Ele diz que o governo perdeu o controle e o número de pessoas mortas por policiais “cresce a cada dia”. O curioso é que ele concorre pelo mesmo partido do vereador paulistano Conte Lopes, que tenta uma vaga na Câmara dos Deputados e fez carreira política baseada justamente em sua atividade como policial da Rota. Ruas foi candidato a vereador em 2012 e não se elegeu.

Uma briga de polícia e de família

Segundo um processo que tramitou na Justiça, Ruas tem um irmão que é policial militar com o qual é brigado. O candidato chegou a entrar com uma representação contra ele na Corregedoria. Por isso, o irmão também moveu processo contra Ruas, com um pedido de indenização. Nenhum dos casos prosperou.

“Tem gente que acha que vai ganhar a eleição e vai proclamar a República de novo” – Anthony Garotinho, candidato do PR ao governo do Rio

*Com Leonardo Fuhrmann

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