Procuradoria Geral Eleitoral pede a suspensão da campanha de Arruda

Por Wilson Lima - iG Brasília |

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Segundo o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, decisão do TSE já é suficiente para interrupção de atividades

O procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na quarta-feira (27), que sejam canceladas imediatamente as atividades de campanha de José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal. Arruda teve seu pedido de registro de candidatura negado pelo TSE na noite de terça-feira.

Leia mais: Arruda afirma que vai recorrer de decisão do TSE e continuar em campanha

Agência Brasil
José Roberto Arruda tenta se candidatar ao governo do Distrito Federal

Arruda foi impedido de se candidatar pelo TSE por aplicação da Lei da Ficha Limpa após a 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal confirmar sua condenação pelo crime de improbidade administrativa, por envolvimento no mensalão do DEM. O esquema de corrupção foi desarticulado pela Polícia Federal em 2009, durante a Operação Caixa de Pandora e, na época, o iG antecipou os principais momentos da operação.

Pela legislação eleitoral, um candidato com candidatura impugnada pode continuar em campanha após o encerramento de todas as possibilidades de recurso. Arruda afirmou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao próprio TSE para manter a sua candidatura. Janot, no entanto, afirma a decisão de terça-feira já impede que Arruda mantenha qualquer atividade de campanha. Nesta quinta-feira (28), por exemplo, o ex-governador realiza caminhadas em cidades satélites de Brasília.

Mais sobre o caso: TSE barra candidatura de José Arruda no DF

“A nova legislação nada mais fez do que reforçar a necessidade de se evitarem os graves efeitos de uma prática cada vez mais comum: candidatos sabidamente inelegíveis insistem em candidatar-se e, apesar das sucessivas decisões judiciais que reiteram a impossibilidade de suas candidaturas, insistem em continuar em campanha”, disse Janot na comunicação judicial enviada na quarta-feira.

Na petição, Janot afirma que os recursos a serem impetrados no TSE, os chamados embargos de declaração, não terão efeito prático para reverter o resultado do julgamento. O procurador-geral eleitoral afirma também que apesar de Arruda ainda poder recorrer no STF, existem dúvidas se a Suprema Corte irá acolher um novo recurso.

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